22/07/2021
Entidades sindicais reivindicam ao Santander a abertura de negociações sobre teletrabalho

O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, representado pela Contraf-CUT e Fetec-CUT/SP, enviou na quarta-feira (21) uma carta à área de Relações Sindicais do Santander reivindicando a abertura de negociações sobre teletrabalho. Não é a primeira vez que as entidades representativas dos trabalhadores buscam negociar com o banco as questões referentes à modalidade de trabalho.
“O Banco Santander implementou o teletrabalho há pelo menos um ano, através de Acordo Individual com os trabalhadores. Tal acordo resultou em prejuízos aos bancários, como por exemplo, a ausência da marcação de ponto eletrônico, o que tem gerado acúmulo de horas a compensar. Tal fato representa insegurança jurídica para o Santander e perda de direito para os trabalhadores, que precisam controlar individualmente sua jornada”, justificam as entidades na carta.
“A exemplo do que vem ocorrendo com outros bancos, reivindicamos abertura de negociação coletiva sobre este tema, a fim de celebrarmos um acordo que garanta os direitos dos trabalhadores e maior segurança jurídica para o Santander”, acrescentam, no texto.
“Itaú e Bradesco, por exemplo, fecharam acordos, negociados com o movimento sindical bancário, que preveem fornecimento de equipamentos - inclusive cadeiras e mesas adequadas aos princípios ergonômicos -, ajuda de custos e respeito à jornada de trabalho no home office. Mas o Santander está fazendo acordos individuais, diretamente com os funcionários, sem a intermediação e o apoio dos sindicatos, e que resultam em prejuízos aos trabalhadores. Numa clara atitude antitrabalhista e antissindical”, acrescenta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo Campolungo.
O secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo, também ressalta que a negociação coletiva é o mínimo para uma empresa que pretende atuar com alguma resposabilidade social, inclusive é critério e condição importantes e necessárias em tratados internacionais dos quais o Santander é signatário.
“O Santander tem atuado na contramão dos seus concorrentes em diversas medidas tomadas durante a pandemia. A proposição de um acordo coletivo que contempla bancários espanhóis e a imposição de acordos individuais no Brasil, com desvantagens para os funcionários, demonstra mais uma vez o desrespeito e o descaso do banco. Continuamos reivindicando que o banco abra um canal de negociação para regulamentar o teletrabalho. Queremos negociar, Santander!", acrescenta Trigo.
Além da Contraf-CUT e da Fetec-CUT/SP, assinam a carta a Feeb-SP-MS, a Feeb BA-SE, a Afubesp e o Sindicato dos Bancários de São Paulo.
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