23/02/2021
Mercantil aterroriza funcionários com assédio moral e pressão por metas em plena pandemia
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Como se não bastasse o medo de contaminação por Covid-19 devido a lotação de clientes nas agências, principalmente nos cinco primeiros dias e cinco últimos dias úteis de cada mês – quando ocorre o pagamento dos beneficiários do INSS –, bancárias e bancários do Mercantil de diferentes agências de todo o país tem procurado pelos Sindicatos para denunciar a truculência e a falta de humanidade da área comercial, que vem aumentando a pressão para o cumprimento de metas absurdas e o assédio moral.
De acordo com os relatos, superintendentes utilizam de técnicas perversas e chamadas de vídeo, áudios, ligações e mensagens via WhatsApp de hora em hora para cobrar de forma exacerbada e agressiva a venda de produtos, muitas vezes sem consentimento dos clientes, o que tem gerado reclamações e descontos na remuneração salarial dos trabalhadores. As denúncias ainda relatam ameaças de demissão caso as metas não sejam cumpridas e comparações entre salários, levando os funcionários ao estresse e adoecimento.
As práticas que configuram assédio moral ferem os preceitos constitucionais que asseguram o trabalho decente, a saúde, a vida digna e a redução dos riscos inerentes aos trabalhadores. Além disto, o Mercantil do Brasil foi um dos primeiros bancos a deflagrar uma onda de demissões em plena pandemia, processo que só foi estancado após intervenção do movimento sindical junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT-MG).
Em reunião realizada no dia 23 de dezembro de 2020 entre o movimento sindical e a direção do Mercantil para discutir denúncias de assédio que já ocorriam à época, representantes do banco se comprometam a levar os relatos aos órgãos superiores da empresa, solicitando o prazo de resposta até o dia 20 de janeiro de 2021. O Mercantil também anunciou que iria aderir à cláusula 61 da CCT, com a adoção de mecanismos de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho. Entretanto, o banco permanece fazendo vista grossa para o comportamento de alguns gestores e o desrespeito contra os bancários persistem.
“Razoabilidade, bom senso e respeito estão bem longe das práticas de gestão adotadas pelo Mercantil. Reivindicamos do banco um posicionamento sobre as denúncias, que este tipo de comportamento abusivo e adoecedor seja revisto e que o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio e sem exploração. O Sindicato, que tem promovido diversas ações para cobrar o fim das demissões, permanecerá denunciando todas as maldades contra bancários e bancárias e tomará as providências necessárias”, ressalta o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
O Sindicato orienta aos trabalhadores vítimas de assédio moral e/ou cobranças excessivas e indevidas que reúnam todas as provas possíveis, como cópias de mensagens via WhatsApp ou outros canais. A orientação é válida para funcionários de todas as instituições financeiras, pois auxiliam caso se façam precisas ações jurídicas para defesa dos direitos dos bancários. Em caso de envio dessas informações ao Sindicato ou mesmo de qualquer outra denúncia, o sigilo é garantido.
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