30/11/2020
Taxa desemprego bate novo recorde, chega a 14,6%, e atinge 14,1 milhões de pessoas

A taxa de desemprego no trimestre de julho a setembro de 2020, de 14,6%, foi a mais alta da série histórica iniciada em 2012, e atinge 14,1 milhões de trabalhadores e trabalhadoras - mais 1,3 milhão de trabalhadores e trabalhadoras entraram na fila em busca de um trabalho no país neste período.
Em dez estados, a taxa de desemprego subiu. Nos demais ficou estável. As maiores taxas foram em estados da Região Nordeste: na Bahia (20,7%), em Sergipe (20,3%) e em Alagoas (20,0%). Já a menor foi registrada em Santa Catarina (6,6%), na região sul do país.
Também bateram recordes as taxas de subutilização, com 30,3%, que afeta 33,2 milhões de pessoas que precisam e queriam trabalhar mais, mas não conseguem; e a de desalento, que atinge 5,9 milhões de pessoas (+3,2%), que desistiram de procurar emprego depois de muito tentar e não conseguir.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a pesquisa, trabalhavam por conta própria no trimestre de julho a setembro deste ano 21,8 milhões de pessoas (0,6) e o total de informais subiu 38,4%, passando para 31,6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros sem direitos.
O aprofundamento da crise econômica provocado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) mostrou que os empecilhos criados pelo governo e pelas instituições financeiras para acesso ao crédito rápido e fácil, tanto para pessoas físicas como jurídicas, são alguns dos princiapais entraves à retomada do crescimento e à geração de empregos. Como a corda rói sempre do lado dos mais fracos, o resultado é a volta da inflação e a manutenção do desemprego em índices elevados.
"Falta de dinheiro impacta na recuperação da economia e dos empregos. O governo mais uma vez falhou ao tentar se eximir da responsabilidade e oferecer bastante tardiamente e com oferta reduzida linhas de crédito a micro, pequenos e médias empresas, deixando de fora milhares de empresários. Quando a primeira medida nesse sentido foi tomada, muitas empresas já tinham fechado suas portas, o que resultou em milhares de trabalhadores e trabalhadoras no olho da rua. A dificuldade de acesso ao crédito, devido à infinidade de garantias que os bancos privados sobrepunham às empresas também colaborou para essa triste situação. A maioria dos empréstimos só foi feito pelos bancos públicos como Caixa e Banco do Brasil, mostrando mais uma vez a importância dessas instituições no desenvolvimento do país", avalia o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Carlos Vicentim.
Resumo da pesquisa:
- Mais 1,3 milhão de pessoas entraram na fila em busca de um trabalho no 3º trimestre em relação ao segundo trimestre;
- Com isso, taxa subiu para 14,6%, atingindo 14,1 milhões de trabalhadores e trabalhadoras;
- A taxa de desemprego subiu em 10 estados e ficou estável nos demais. A Bahia (20,7%) teve a maior taxa e Santa Catarina (6,6%), a menor;
- Taxa de desemprego foi de 12,8% para os homens e 16,8% para as mulheres;
- O desemprego é maior entre os jovens, com destaque para a faixa das pessoas de 18 a 24 anos de idade (31,4%);
- A taxa de trabalhadores informais subiu para 38,4%, atingindo 31,6 milhões de pessoas;
- A taxa de subutilização bateu recorde novamente e foi para 30,3%, atingindo 33,1 milhões de pessoas;
- A taxa de desalento subiu 3,2% no periodo e atinge 5,9 millhões de trabalhadores e trabalhadoras;
- O país registrou 21,8 milhões de pessoas trabalhando por conta propria no trimeste de julho a setembro;
- O número de pessoas com carteira assinada caiu 2,6% frente ao 2º trimestre, com perda de 790 mil postos;
- O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 26,4%.
- O número de trabalhadores domésticos (4,6 milhões) caiu 2,2% (menos 102 mil pessoas) frente ao trimestre anterior.
> Confira mais dados no link da Agência IBGE.
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