18/06/2020
Banco Mercantil descumpre compromisso de não demitir trabalhadores na pandemia

O Banco Mercantil não assumiu os compromissos de suspender as 60 demissões feitas em todo o Brasil e de cumprir o acordo do início da pandemia do coronavírus (Covid-19) de não realizar demissões durante este período, e encerrou a mesa de negociações realizada por videoconferência, na tarde de quarta-feira (17).
“O banco precisa entender que numa mesa de negociação é necessário compromisso para avançar nas reivindicações do movimento sindical, que são a preservação do emprego, dos salários e o mais importante, que é a vida”, lembrou Magaly Fagundes, membra do Comando Nacional dos Bancários, que conduziu as negociações.
"Mesmo registrando lucro, o banco está com uma política de demissões em massa que afeta diretamente não só os trabalhadores, mas também os aposentados, que compõem a maior parcela dos clientes do banco. O Sindicato repudia essa onda de demissões imotivadas e exige respeito aos funcionários, que também vêm sofrendo com a sobrecarga de trabalho em suas unidades de trabalho", acrescenta o secretário geral do Sindicato, Júlio César Trigo.
O Mercantil justificou as demissões como um processo de reestruturação, o qual não foi discutido com o movimento sindical, e que os trabalhadores em questão, não teriam função compatível com o salário que recebiam. “Nós queremos mais transparência sobre os números desta reestruturação. Se o banco já encerrou o processo, não tem porque demitir mais trabalhadores”, afirmou.
Antes do encerramento, os trabalhadores conquistaram a reabertura da copa, que havia sido fechada e impossibilitava a alimentação dos funcionários, já que todos os restaurantes estão trabalhando apenas com entregas. Foi reivindicado ainda, o fim da cobrança de metas e o cumprimento da jornada reduzida.
“Estamos recebendo denúncias de que o banco não cumpre nem os acordos garantidos na mesa unificada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)”, explicou Marco Aurélio Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil.
Uma vitória dos trabalhadores é o compromisso da construção de um acordo para os funcionários que estão em teletrabalho, mas sem função.
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