21/02/2019
Pedro Guimarães, presidente da Caixa Federal, anuncia privatizações no banco público

(Arte: Fenae)
O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em encontros com bancos de investimento, deu início ao processo privatista no banco público, com o argumento de estar realizando apenas desinvestimentos e capitalização.
O processo está sendo coordenado por André Laloni, consultor contratado, em alinhamento com o secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar.
Desde a sua posse, Pedro Guimarães, fiel ao governo de Bolsonaro, vem reafirmando a estratégia para o maior banco público do país e da América Latina, que é diminuir a atuação da Caixa, vendendo participações nas áreas de seguros, cartões, assets e loterias. Fatiando a empresa e privatizando-a em pedaços.
Outra ação deste fatiamento é a oferta subsequente ("follow-on") da resseguradora IRB, que deve ser concluída na semana que vem. A Caixa enviou pedido de proposta para oito bancos de investimento e fechou com quatro bancos - três deles compõem a base acionária do IRB.
Segundo informações da grande imprensa, a Caixa já escolheu os assessores financeiros da oferta de ações que fará para se desfazer das ações do ressegurador IRB Brasil, detidas por meio de um fundo. Além do próprio banco público e dos sócios da companhia - Bradesco, Itaú e Banco do Brasil - o selecionado foi o Bank of America Merrill Lynch (BofA).
Na conta dos bancos, a Caixa pode girar pouco mais de R$ 30 bilhões em transações de mercado de capitais só este ano.
Segundo o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionísio Reis, esses R$ 30 bilhões que o banco pretende com a transação de mercado é um absurdo. “Até porque Pedro vem dando declarações que sinalizam a venda de importantes segmentos para a Caixa, que trazem grandes retornos para a instituição”, ressaltou.
Para o representante dos empregados, “esse atual presidente da Caixa faz lembrar daquela história de criança: ‘Pedro e o Lobo’, mas, no caso em questão, ocorre às avessas, pois Pedro participou da privatização e desmonte do Banespa, do Banerj e do Banestado. Agora na Caixa, quer nos convencer que não está privatizando. Pedro aqui é o lobo da história”, compara Dionísio.
A mentira dita pelo presidente da Caixa no seu discurso de posse, de que o banco tem dívida de R$ 40 bilhões com a União, é possível de ser constatada pelo balanço de setembro de 2018, publicado pela própria instituição. Trata-se de um subterfúgio para fatiar a empresa estatal privatizando suas partes.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, alerta que as consequências do desmonte são desastrosas para toda a sociedade, e que a privatização de importantes setores do banco público irão não só fragilizar a entidade, mas também a tornará deficitária, comprometendo seu futuro.
"A Caixa é importante como reguladora do mercado, ela funciona como um jogo de forças a favor da população. É importante para a população brasileira, principalmente, para as pessoas de menor posse, que correm o risco de perder linhas de financiamento da casa própria e diversos outros serviços sociais que são realizados por este banco público. Por isso, precisa se manter 100% pública. A Caixa é fundamental para a soberania do país e defendê-la é defender o Brasil", ressalta o diretor.
O processo está sendo coordenado por André Laloni, consultor contratado, em alinhamento com o secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar.
Desde a sua posse, Pedro Guimarães, fiel ao governo de Bolsonaro, vem reafirmando a estratégia para o maior banco público do país e da América Latina, que é diminuir a atuação da Caixa, vendendo participações nas áreas de seguros, cartões, assets e loterias. Fatiando a empresa e privatizando-a em pedaços.
Outra ação deste fatiamento é a oferta subsequente ("follow-on") da resseguradora IRB, que deve ser concluída na semana que vem. A Caixa enviou pedido de proposta para oito bancos de investimento e fechou com quatro bancos - três deles compõem a base acionária do IRB.
Segundo informações da grande imprensa, a Caixa já escolheu os assessores financeiros da oferta de ações que fará para se desfazer das ações do ressegurador IRB Brasil, detidas por meio de um fundo. Além do próprio banco público e dos sócios da companhia - Bradesco, Itaú e Banco do Brasil - o selecionado foi o Bank of America Merrill Lynch (BofA).
Na conta dos bancos, a Caixa pode girar pouco mais de R$ 30 bilhões em transações de mercado de capitais só este ano.
Segundo o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionísio Reis, esses R$ 30 bilhões que o banco pretende com a transação de mercado é um absurdo. “Até porque Pedro vem dando declarações que sinalizam a venda de importantes segmentos para a Caixa, que trazem grandes retornos para a instituição”, ressaltou.
Para o representante dos empregados, “esse atual presidente da Caixa faz lembrar daquela história de criança: ‘Pedro e o Lobo’, mas, no caso em questão, ocorre às avessas, pois Pedro participou da privatização e desmonte do Banespa, do Banerj e do Banestado. Agora na Caixa, quer nos convencer que não está privatizando. Pedro aqui é o lobo da história”, compara Dionísio.
A mentira dita pelo presidente da Caixa no seu discurso de posse, de que o banco tem dívida de R$ 40 bilhões com a União, é possível de ser constatada pelo balanço de setembro de 2018, publicado pela própria instituição. Trata-se de um subterfúgio para fatiar a empresa estatal privatizando suas partes.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, alerta que as consequências do desmonte são desastrosas para toda a sociedade, e que a privatização de importantes setores do banco público irão não só fragilizar a entidade, mas também a tornará deficitária, comprometendo seu futuro.
"A Caixa é importante como reguladora do mercado, ela funciona como um jogo de forças a favor da população. É importante para a população brasileira, principalmente, para as pessoas de menor posse, que correm o risco de perder linhas de financiamento da casa própria e diversos outros serviços sociais que são realizados por este banco público. Por isso, precisa se manter 100% pública. A Caixa é fundamental para a soberania do país e defendê-la é defender o Brasil", ressalta o diretor.
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