09/09/2025
Itaú demite cerca de mil bancários em home office sem qualquer advertência prévia ou diálogo com sindicatos
O Itaú Unibanco demitiu, na segunda-feira (8), cerca de mil bancários e bancárias do Centro Tecnológico (CT), CEIC e Faria Lima, na capital paulista, que trabalhavam em regime híbrido ou integralmente remoto. A justificativa do banco foi que esses empregados estavam sendo monitorados há mais de seis meses e foi detectada "baixa aderência ao home office", porém, os trabalhadores foram dispensados sem qualquer advertência prévia e sem qualquer diálogo com os Sindicatos, num claro desrespeito aos bancários e à relação com o movimento sindical.
O banco afirma que os desligamentos se baseiam em registros de inatividade nas máquinas corporativas, em alguns casos, períodos de quatro horas ou mais de suposta ociosidade. No entanto, a representação dos trabalhadores considera esse critério extremamente questionável, já que não leva em conta a complexidade do trabalho bancário remoto, possíveis falhas técnicas, contextos de saúde, sobrecarga, ou mesmo a própria organização do trabalho pelas equipes.
O mais grave, porém, é a forma arbitrária e desumana com que essas demissões ocorreram. Foram dispensas em massa, realizadas de forma unilateral, sem transparência e sem respeito aos princípios de negociação e mediação, ainda que a reforma trabalhista, por meio do artigo 477-A da CLT, tenha retirado a obrigatoriedade de autorização prévia do Sindicato. Ou seja, mesmo com seis meses de monitoramento, não houve qualquer tentativa de diálogo pelo banco, não houve advertência, feedback ou qualquer outra sinalização para a correção de condutas, e nem mesmo oportunidade para que os empregados pudessem se defender.
O movimento sindical já contatou o banco e pediu explicações. A representação dos trabalhadores também cobra que essas cerca de mil vagas sejam repostas, pois os trabalhadores já estão sobrecarregados.
Lucro nas alturas
Com o lucro nas alturas, o banco não tem nenhuma justificativa para demitir.
“Enquanto os acionistas do Itaú celebram rendimentos recordes, impulsionados por lucros superiores a R$ 22,6 bilhões apenas no último semestre, os trabalhadores enfrentam cortes em nome da suposta ‘produtividade’. A digitalização e o crescimento da eficiência deveriam resultar em estabilidade e valorização dos empregos, mas a instituição que detém o maior patrimônio do país escolhe sacrificar sua força de trabalho em prol de ampliar ainda mais a concentração de riqueza”, destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Jr.
Mesmo com esse resultado, o Itaú segue extinguindo postos de trabalho: em 12 meses, o banco cortou 518 postos de trabalho, reduzindo o quadro de pessoal da holding a 85.775 empregados.
O banco afirma que os desligamentos se baseiam em registros de inatividade nas máquinas corporativas, em alguns casos, períodos de quatro horas ou mais de suposta ociosidade. No entanto, a representação dos trabalhadores considera esse critério extremamente questionável, já que não leva em conta a complexidade do trabalho bancário remoto, possíveis falhas técnicas, contextos de saúde, sobrecarga, ou mesmo a própria organização do trabalho pelas equipes.
O mais grave, porém, é a forma arbitrária e desumana com que essas demissões ocorreram. Foram dispensas em massa, realizadas de forma unilateral, sem transparência e sem respeito aos princípios de negociação e mediação, ainda que a reforma trabalhista, por meio do artigo 477-A da CLT, tenha retirado a obrigatoriedade de autorização prévia do Sindicato. Ou seja, mesmo com seis meses de monitoramento, não houve qualquer tentativa de diálogo pelo banco, não houve advertência, feedback ou qualquer outra sinalização para a correção de condutas, e nem mesmo oportunidade para que os empregados pudessem se defender.
O movimento sindical já contatou o banco e pediu explicações. A representação dos trabalhadores também cobra que essas cerca de mil vagas sejam repostas, pois os trabalhadores já estão sobrecarregados.
Lucro nas alturas
Com o lucro nas alturas, o banco não tem nenhuma justificativa para demitir.
“Enquanto os acionistas do Itaú celebram rendimentos recordes, impulsionados por lucros superiores a R$ 22,6 bilhões apenas no último semestre, os trabalhadores enfrentam cortes em nome da suposta ‘produtividade’. A digitalização e o crescimento da eficiência deveriam resultar em estabilidade e valorização dos empregos, mas a instituição que detém o maior patrimônio do país escolhe sacrificar sua força de trabalho em prol de ampliar ainda mais a concentração de riqueza”, destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Ricardo Jorge Nassar Jr.
Mesmo com esse resultado, o Itaú segue extinguindo postos de trabalho: em 12 meses, o banco cortou 518 postos de trabalho, reduzindo o quadro de pessoal da holding a 85.775 empregados.
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