28/03/2016
Discriminação: Bradesco arruma desculpas para demitir bancários barbados
O Bradesco diz que não proíbe o uso de barba e que bancários não a utilizam por uma pretensa “questão cultural”. E, de fato, em nenhum normativo do banco existe qualquer referência a tal proibição. Entretanto, nas últimas semanas, o banco demitiu dois funcionários “barbados” com a justificativa de que os mesmos apresentavam baixa produtividade, faltas e atrasos.
De acordo com o relato dos bancários, poucos dias antes das demissões, o supervisor pleno chamou individualmente funcionários que usavam barba para uma conversa. Foi quando falou para eles que não havia problema ali no departamento, que o banco não era contra, mas que usar barba poderia prejudicá-los no caso de uma promoção, que poderiam não ser chamados para entrevistas, que nem todos os gestores lidavam bem com a questão.
“Foi uma forma de dizer tira isso, raspa essa barba. De uma maneira velada, quis dizer que se a gente não tirasse a barba, seríamos punidos”, conta um dos bancários. “Dois ou três dias depois dessa conversa, fomos demitidos”, acrescenta o outro trabalhador mandado embora na mesma situação.
A justificativa alegada pelo Bradesco para as duas demissões é a mesma: metas, faltas e atrasos. Porém, nenhum dos dois trabalhadores considera procedentes os motivos apresentados. “Para mim, foi uma desculpa”, diz um dos trabalhadores. “Eu tinha uma falta em setembro e outra em fevereiro. E, quanto aos atrasos, eu tinha banco de horas e, se atrasava, o tempo era descontado”, acrescenta o colega.
Com as demissões, o Bradesco conseguiu intimidar outros funcionários do mesmo departamento que “ousavam” expressar sua individualidade. “Depois do que aconteceu com a gente, eu fiquei sabendo que o pessoal todo raspou a barba”, conta um dos demitidos.
“Estamos em 2016 e ainda existem gestores preocupados com este tipo de bobagem, que não afeta em nada o desempenho do bancário. É inadmissível a prática de discriminação estética contra os trabalhadores. O Sindicato irá prestar toda assessoria jurídica para os dois demitidos e para todos os outros trabalhadores que nos procurarem em decorrência de qualquer tipo de perseguição relacionada com o tema, uma vez que existe jurisprudência favorável aos bancários que usam barba”, critica o dirigente sindical e funcionário do Bradesco, Marcelo Peixoto.
> Alô bancário: barba, se não é proibida, pode!
> Proibir uso de barba é discriminação. Denuncie!
“É necessário que o banco faça valer seu discurso de que não existe proibição. Que honre sua palavra. Para isso, é urgente que deixe clara essa posição, de maneira formal, para todos os funcionários. O Sindicato, no seu papel em defesa da categoria, irá procurar pessoalmente todos os gestores, que não são maioria na instituição, que criam impedimentos para a livre expressão individual dos subordinados”, destaca o dirigente.
O bancário que se sentir discriminado, perseguido ou sofrer qualquer tipo de punição pelo uso da barba pode fazer a denúncia ao Sindicato através do canal de combate ao assédio moral: CLIQUE AQUI. O sigilo é garantido.
De acordo com o relato dos bancários, poucos dias antes das demissões, o supervisor pleno chamou individualmente funcionários que usavam barba para uma conversa. Foi quando falou para eles que não havia problema ali no departamento, que o banco não era contra, mas que usar barba poderia prejudicá-los no caso de uma promoção, que poderiam não ser chamados para entrevistas, que nem todos os gestores lidavam bem com a questão.
“Foi uma forma de dizer tira isso, raspa essa barba. De uma maneira velada, quis dizer que se a gente não tirasse a barba, seríamos punidos”, conta um dos bancários. “Dois ou três dias depois dessa conversa, fomos demitidos”, acrescenta o outro trabalhador mandado embora na mesma situação.
A justificativa alegada pelo Bradesco para as duas demissões é a mesma: metas, faltas e atrasos. Porém, nenhum dos dois trabalhadores considera procedentes os motivos apresentados. “Para mim, foi uma desculpa”, diz um dos trabalhadores. “Eu tinha uma falta em setembro e outra em fevereiro. E, quanto aos atrasos, eu tinha banco de horas e, se atrasava, o tempo era descontado”, acrescenta o colega.
Com as demissões, o Bradesco conseguiu intimidar outros funcionários do mesmo departamento que “ousavam” expressar sua individualidade. “Depois do que aconteceu com a gente, eu fiquei sabendo que o pessoal todo raspou a barba”, conta um dos demitidos.
“Estamos em 2016 e ainda existem gestores preocupados com este tipo de bobagem, que não afeta em nada o desempenho do bancário. É inadmissível a prática de discriminação estética contra os trabalhadores. O Sindicato irá prestar toda assessoria jurídica para os dois demitidos e para todos os outros trabalhadores que nos procurarem em decorrência de qualquer tipo de perseguição relacionada com o tema, uma vez que existe jurisprudência favorável aos bancários que usam barba”, critica o dirigente sindical e funcionário do Bradesco, Marcelo Peixoto.
> Alô bancário: barba, se não é proibida, pode!
> Proibir uso de barba é discriminação. Denuncie!
“É necessário que o banco faça valer seu discurso de que não existe proibição. Que honre sua palavra. Para isso, é urgente que deixe clara essa posição, de maneira formal, para todos os funcionários. O Sindicato, no seu papel em defesa da categoria, irá procurar pessoalmente todos os gestores, que não são maioria na instituição, que criam impedimentos para a livre expressão individual dos subordinados”, destaca o dirigente.
O bancário que se sentir discriminado, perseguido ou sofrer qualquer tipo de punição pelo uso da barba pode fazer a denúncia ao Sindicato através do canal de combate ao assédio moral: CLIQUE AQUI. O sigilo é garantido.
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