19/01/2016
Com carência de funcionários, Bradesco prejudica trabalhadores e clientes
Mesmo registrando lucro líquido ajustado de R$ 13,3 bilhões só nos primeiros nove meses de 2015, o Bradesco continua fazendo bancários e clientes sofrerem com a falta de funcionários. Com o corte de 5.153 postos em doze meses (setembro de 2014 a setembro de 2015) – número que inclui a transferência de 2.431 funcionários da Scopus Tecnologia, uma empresa do Bradesco, para a IBM Brasil –, os trabalhadores enfrentam sobrecarga cada vez maior.
“Há supervisor administrativo que chega a sair da agência à noite entre 19h e 20h, deixando de lado sua vida pessoal e sofrendo risco de assalto”, afirma Marcio Rodrigues, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Segundo o dirigente, algumas agências funcionam com apenas um bancário no caixa.
“A falta de funcionários como caixas e supervisores, áreas essenciais para atendimento ao público, além de levar ao adoecimento dos bancários, faz também com que aumente a espera por atendimento e a insatisfação dos clientes. Muitos acabam reclamando com os bancários, que não são culpados por essa situação”, critica Marcio.
Assim, o Bradesco alcançou o segundo lugar no ranking de queixas do Banco Central no mês de dezembro de 2015. Os números foram divulgados na sexta-feira 15. Com índice 8,39, o Bradesco ficou atrás somente do Itaú que chegou a 10,22 (que representa o número de reclamações de cada instituição para cada grupo de 1 milhão de clientes). Nessa relação estão os bancos com mais de 2 milhões de clientes.
Solução
O Sindicato está cobrando da direção do Bradesco que fique atenta aos locais onde existem problemas relacionados à falta de funcionários, e que seja providenciado remanejamento de pessoal para agências em vez de demissão de trabalhadores.
Além disso, diante da fusão em virtude da compra das operações brasileiras do HSBC, o Sindicato cobra, em todas as negociações com o Bradesco, a manutenção dos empregos nos dois bancos.
“Está claro que isso é necessário e possível. Porém, os bancários não podem esperar por esse processo administrativo e precisam de soluções mais rápidas, já que o acúmulo de funções ocasiona graves problemas de saúde como LER/Dort e danos psicológicos”, lembra Marcio. “Bradesco, seja mais humano e respeite seus funcionários”, cobra o dirigente.
“Há supervisor administrativo que chega a sair da agência à noite entre 19h e 20h, deixando de lado sua vida pessoal e sofrendo risco de assalto”, afirma Marcio Rodrigues, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Segundo o dirigente, algumas agências funcionam com apenas um bancário no caixa.
“A falta de funcionários como caixas e supervisores, áreas essenciais para atendimento ao público, além de levar ao adoecimento dos bancários, faz também com que aumente a espera por atendimento e a insatisfação dos clientes. Muitos acabam reclamando com os bancários, que não são culpados por essa situação”, critica Marcio.
Assim, o Bradesco alcançou o segundo lugar no ranking de queixas do Banco Central no mês de dezembro de 2015. Os números foram divulgados na sexta-feira 15. Com índice 8,39, o Bradesco ficou atrás somente do Itaú que chegou a 10,22 (que representa o número de reclamações de cada instituição para cada grupo de 1 milhão de clientes). Nessa relação estão os bancos com mais de 2 milhões de clientes.
Solução
O Sindicato está cobrando da direção do Bradesco que fique atenta aos locais onde existem problemas relacionados à falta de funcionários, e que seja providenciado remanejamento de pessoal para agências em vez de demissão de trabalhadores.
Além disso, diante da fusão em virtude da compra das operações brasileiras do HSBC, o Sindicato cobra, em todas as negociações com o Bradesco, a manutenção dos empregos nos dois bancos.
“Está claro que isso é necessário e possível. Porém, os bancários não podem esperar por esse processo administrativo e precisam de soluções mais rápidas, já que o acúmulo de funções ocasiona graves problemas de saúde como LER/Dort e danos psicológicos”, lembra Marcio. “Bradesco, seja mais humano e respeite seus funcionários”, cobra o dirigente.
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