26/06/2015
Idec: falta de transparência dos bancos facilita corrupção e sonegação
A falta de transparência dos bancos facilita a corrupção e a sonegação de impostos em todo o planeta. A conclusão é da pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que analisou 47 bancos de sete países. No Brasil, a pesquisa incluiu Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e as filiais do HSBC e Santander. O estudo revelou que em relação a imposto e corrupção as seis empresas tiveram pontuação baixa – numa escala de um a dez –, resultado da falta de informações sobre receitas, custos, lucros e pagamentos de tributos.
A pesquisa analisou a transparência e a prestação de contas dos bancos, que leva em consideração, por exemplo, a divulgação de investimentos. Neste aspecto, as instituições foram avaliadas negativamente.
Segundo o consultor do Idec Lucas Salgado, em entrevista à repórter Vanessa Nakasato, da TVT, os problemas resultantes de práticas de gestão dos bancos lesam diretamente os investidores, clientes e seus funcionários. "São prejudicados o acionista que está colocando dinheiro no banco e não sabe se há boas práticas ou sustentabilidade financeira, os consumidores que, a partir dos depósitos, emprestam seus recursos para os bancos trabalharem, e até mesmo os trabalhadores que podem estar numa empresa que tem uma sustentabilidade financeira vulnerável.”
A filial do HSBC no país, banco que recentemente foi envolvido em denúncias sobre as contas secretas de correntistas na Suíça, teve o pior desempenho nos dois pontos analisados. Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto Von Der Osten, o HSBC também tem números negativos em estudos de outros países. "Ele aparece no ranking mundial em outros países onde atua com algumas dificuldades. Nem tão bem colocado positivamente com práticas de transparência."
Salgado afirma que as leis nacionais e internacionais que regem os bancos contribuem para a falta de transparência e a corrupção. Por sua vez, o presidente da Contraf diz que é preciso mais cobrança da sociedade para haver mais controle. "São empresas que deveríamos cobrar como todos os outros empreendimentos, a sociedade deveria cobrar a transparência, e os governos de estados e o federal deveriam ter mecanismos de controle popular sob o sistema financeiro."
Assista à reportagem da TVT: CLIQUE AQUI
A pesquisa analisou a transparência e a prestação de contas dos bancos, que leva em consideração, por exemplo, a divulgação de investimentos. Neste aspecto, as instituições foram avaliadas negativamente.
Segundo o consultor do Idec Lucas Salgado, em entrevista à repórter Vanessa Nakasato, da TVT, os problemas resultantes de práticas de gestão dos bancos lesam diretamente os investidores, clientes e seus funcionários. "São prejudicados o acionista que está colocando dinheiro no banco e não sabe se há boas práticas ou sustentabilidade financeira, os consumidores que, a partir dos depósitos, emprestam seus recursos para os bancos trabalharem, e até mesmo os trabalhadores que podem estar numa empresa que tem uma sustentabilidade financeira vulnerável.”
A filial do HSBC no país, banco que recentemente foi envolvido em denúncias sobre as contas secretas de correntistas na Suíça, teve o pior desempenho nos dois pontos analisados. Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto Von Der Osten, o HSBC também tem números negativos em estudos de outros países. "Ele aparece no ranking mundial em outros países onde atua com algumas dificuldades. Nem tão bem colocado positivamente com práticas de transparência."
Salgado afirma que as leis nacionais e internacionais que regem os bancos contribuem para a falta de transparência e a corrupção. Por sua vez, o presidente da Contraf diz que é preciso mais cobrança da sociedade para haver mais controle. "São empresas que deveríamos cobrar como todos os outros empreendimentos, a sociedade deveria cobrar a transparência, e os governos de estados e o federal deveriam ter mecanismos de controle popular sob o sistema financeiro."
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