15/06/2015
Mês de junho começa violento para trabalhadores e clientes de bancos
O mês de junho começou violento para muitos trabalhadores e clientes de bancos. Na quarta-feira 3, bandidos sequestraram a família de um gerente do Itaú (foto) que trabalha em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre (RS). No mesmo dia, uma vigilante foi ferida durante ação criminosa em uma agencia do Santander de Campinas.
Ainda na quarta-feira 4, uma funcionária da agência do Sistema de Cooperativas de Crédito (Sicoob) foi feita refém por dois homens armados durante tentativa de assalto, no município de Tucano, a cerca de 250 quilômetros de Salvador.
Uma semana depois, a cidade de Uruará, no oeste do Pará, foi palco de um assalto cinematográfico: cerca de 10 criminosos armados com fuzis e metralhadoras roubaram ao mesmo tempo uma agência do Banco do Brasil e outra do Basa (Banco da Amazônia). Os bandidos fuzilaram as fachadas das unidades bancárias, fizeram vários reféns e os usaram como escudo para fugir da cidade.
Na mesma quarta-feira 10, vigias trocaram tiros com suspeitos de invadir uma agência do Bradesco no Morumbi, na zona sul de São Paulo. Pelo menos quatro suspeitos participaram da ação e dois deles foram baleados. Na manhã da quinta 11, foi a vez de uma unidade do BB, na Paulista. Três assaltantes armados renderam clientes e bancários conforme chegavam na agência. Levaram dinheiro, mas não foi divulgado o valor.
Aumento de roubos
Essas ocorrências infelizmente não são pontos fora da curva. Se levado em conta somente a cidade de São Paulo, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP), o número de roubos a bancos chegou a 12 em abril – o triplo em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados quatro casos.
Entretanto, a famosa saidinha de banco, principal modalidade de crime a envolver transações bancárias, sequer pode ser quantificada, pois não é tipificada pelas secretarias de segurança públicas. São caracterizadas como assalto comum.
Descaso com a vida
O secretário jurídico e dirigente sindical Carlos Damarindo responsabiliza os bancos e o Estado pelo aumento no número de ocorrências envolvendo bancos. Ele ressalta a obsolescência da lei que trata de segurança bancária, com mais de 30 anos de existência, e a morosidade das instituições financeiras em adotar medidas simples que poderiam ajudar a evitar crimes.
“O movimento sindical tem uma série de sugestões que ajudariam a combater esses tipos de crime. Por exemplo, retirar do poder dos gerentes as chaves dos cofres e das agências, ou ainda instalar nas unidades bancárias divisórias em frente aos caixas e caixas eletrônicos, para impedir que se observe o tipo de transação que está sendo feita. Isso evitaria muitos crimes”, afirma.
“São medidas simples, baratas, mas que os bancos não colocam em prática porque visam apenas o lucro e não dão valor à vida humana. Falta ainda coragem para criar uma lei que traga segurança, de fato, às agências bancarias”, reforça o dirigente.
Damarindo ressalta que recentemente ocorreu reunião para discutir a questão entre a Fenaban [Federação Nacional dos Bancos] e a SSP-SP, para a qual o Sindicato não foi chamado a participar. “Justamente o principal interessado, que representa os trabalhadores e tem propostas concretas para a questão, foi excluído. Isso comprova o descaso do governo do estado e dos bancos com a vida e a segurança de seus cidadãos e clientes”, critica.
Pouco investimento e desrespeito à lei
Segundo dados apurados pelo Dieese com base nos balanços divulgados pelos bancos, os cinco maiores (Itaú, BB, Bradesco, Caixa e Santander) apresentaram lucros de R$ 60,3 bilhões em 2014. Já as despesas com segurança e vigilância somaram apenas R$ 3,7 bilhões, o que representa média de 6,1% em comparação com os lucros auferidos.
Além da falta de investimentos, os bancos desrespeitam a lei federal 7.102/83, que regulamenta a segurança para estabelecimentos financeiros e define normas para as empresas particulares de vigilância e de transporte de valores.
No ano passado, a Polícia Federal aplicou multas contra 21 bancos, no total de R$ 19 milhões, durante as reuniões da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (Ccasp). Na avaliação do movimento sindical, a lei, que tem mais de 30 anos, está defasada diante do crescimento da violência e da criminalidade.
Fonte: Seeb SP
Ainda na quarta-feira 4, uma funcionária da agência do Sistema de Cooperativas de Crédito (Sicoob) foi feita refém por dois homens armados durante tentativa de assalto, no município de Tucano, a cerca de 250 quilômetros de Salvador.
Uma semana depois, a cidade de Uruará, no oeste do Pará, foi palco de um assalto cinematográfico: cerca de 10 criminosos armados com fuzis e metralhadoras roubaram ao mesmo tempo uma agência do Banco do Brasil e outra do Basa (Banco da Amazônia). Os bandidos fuzilaram as fachadas das unidades bancárias, fizeram vários reféns e os usaram como escudo para fugir da cidade.
Na mesma quarta-feira 10, vigias trocaram tiros com suspeitos de invadir uma agência do Bradesco no Morumbi, na zona sul de São Paulo. Pelo menos quatro suspeitos participaram da ação e dois deles foram baleados. Na manhã da quinta 11, foi a vez de uma unidade do BB, na Paulista. Três assaltantes armados renderam clientes e bancários conforme chegavam na agência. Levaram dinheiro, mas não foi divulgado o valor.
Aumento de roubos
Essas ocorrências infelizmente não são pontos fora da curva. Se levado em conta somente a cidade de São Paulo, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP), o número de roubos a bancos chegou a 12 em abril – o triplo em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados quatro casos.
Entretanto, a famosa saidinha de banco, principal modalidade de crime a envolver transações bancárias, sequer pode ser quantificada, pois não é tipificada pelas secretarias de segurança públicas. São caracterizadas como assalto comum.
Descaso com a vida
O secretário jurídico e dirigente sindical Carlos Damarindo responsabiliza os bancos e o Estado pelo aumento no número de ocorrências envolvendo bancos. Ele ressalta a obsolescência da lei que trata de segurança bancária, com mais de 30 anos de existência, e a morosidade das instituições financeiras em adotar medidas simples que poderiam ajudar a evitar crimes.
“O movimento sindical tem uma série de sugestões que ajudariam a combater esses tipos de crime. Por exemplo, retirar do poder dos gerentes as chaves dos cofres e das agências, ou ainda instalar nas unidades bancárias divisórias em frente aos caixas e caixas eletrônicos, para impedir que se observe o tipo de transação que está sendo feita. Isso evitaria muitos crimes”, afirma.
“São medidas simples, baratas, mas que os bancos não colocam em prática porque visam apenas o lucro e não dão valor à vida humana. Falta ainda coragem para criar uma lei que traga segurança, de fato, às agências bancarias”, reforça o dirigente.
Damarindo ressalta que recentemente ocorreu reunião para discutir a questão entre a Fenaban [Federação Nacional dos Bancos] e a SSP-SP, para a qual o Sindicato não foi chamado a participar. “Justamente o principal interessado, que representa os trabalhadores e tem propostas concretas para a questão, foi excluído. Isso comprova o descaso do governo do estado e dos bancos com a vida e a segurança de seus cidadãos e clientes”, critica.
Pouco investimento e desrespeito à lei
Segundo dados apurados pelo Dieese com base nos balanços divulgados pelos bancos, os cinco maiores (Itaú, BB, Bradesco, Caixa e Santander) apresentaram lucros de R$ 60,3 bilhões em 2014. Já as despesas com segurança e vigilância somaram apenas R$ 3,7 bilhões, o que representa média de 6,1% em comparação com os lucros auferidos.
Além da falta de investimentos, os bancos desrespeitam a lei federal 7.102/83, que regulamenta a segurança para estabelecimentos financeiros e define normas para as empresas particulares de vigilância e de transporte de valores.
No ano passado, a Polícia Federal aplicou multas contra 21 bancos, no total de R$ 19 milhões, durante as reuniões da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (Ccasp). Na avaliação do movimento sindical, a lei, que tem mais de 30 anos, está defasada diante do crescimento da violência e da criminalidade.
Fonte: Seeb SP
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