05/05/2015
Modelo de organização no trabalho coloca bancários em risco
Excesso de responsabilidades, ritmo intenso, ambiguidade de papéis, conflitos interpessoais, falta de controle sobre as atividades, incertezas na carreira, insegurança, falta de apoio social, horários imprevisíveis, demandas conflitantes entre casa e trabalho e cultura do “cada um por si”.
Essas são apenas algumas das condições que definem os riscos psicossociais do trabalho. A categoria bancária está exposta a todos eles, conforme pesquisa realizada pela auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, Luciana Veloso Baruki, bacharel em Administração de Empresas pela EAESP/FGV e Direito pelo Mackenzie, especialista em Direito Público pela Escola Paulista de Direito, mestre e doutoranda em Direito Político e Econômico pelo Mackenzie.
Na palestra "Assédio Organizacional no Trabalho Bancário”, realizada pela Fetec-CUT/SP, no dia 29 de abril, a auditora fiscal classificou o modus operandi no interior dos bancos como “gestão do estresse ou gestão por pressão”.
Segundo ela, as metas impostas aos bancários crescem exponencialmente, sem que os trabalhadores possam ter qualquer participação do processo de definição. Como consequência, ampliam cada vez mais as diferenças entre o trabalho real e o trabalho prescrito. “Para o banco, o bancário que atende bem, mas não fechou qualquer negócio, é como se naquele dia não tivesse trabalhado”, exemplificou a auditora.
Esse modelo de organização do trabalho, de acordo com a especialista, caracteriza a violência organizacional, o que afeta a todos os trabalhadores, e é gerador de assédio moral. “A forma de organização do trabalho é a principal causa do adoecimento no setor”.
Para Luciana Veloso, o Brasil carece de legislação contra esses abusos, pois falta norma específica para combater os riscos psicossociais. Ela destacou a importância de o movimento sindical bancário pressionar por mudanças na Norma Regulamentadora (NR) 17, sobre condições de ergonomia. “Seria correta a criação de uma nova NR exclusiva da categoria bancária ou ao menos a inclusão de um anexo específico na NR 17”.
Para a auditora, as recentes inclusões na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria contra os conflitos no ambiente de trabalho e contra envio de torpedo para cobrança de metas abusivas são importantes avanços, mas denotam todo o desrespeito dos bancos para com o trabalhador. “Se houvesse um mínimo de preocupação do empresariado, essas práticas já constariam do Código de Ética das instituições”.
A palestra realizada pela Fetec-CUT/SP foi em alusão ao Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, lembrado anualmente em todo 28 de abril. “A data busca alertar sobre a perversidade no mundo do trabalho, como fruto da ganância das empresas, as quais não medem esforços para aumentar a produtividade, cortando custos e impondo ritmo cada vez mais intenso e penoso aos seus empregados. Por meio da reflexão, ampliamos a conscientização e a capacitação por mais saúde e melhores condições de trabalho aos bancários e demais trabalhadores”, afirma Adma Gomes, diretora de Saúde e Condições de Trabalho da Fetec-CUT/SP.
Fonte: Fetec-SP
Essas são apenas algumas das condições que definem os riscos psicossociais do trabalho. A categoria bancária está exposta a todos eles, conforme pesquisa realizada pela auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, Luciana Veloso Baruki, bacharel em Administração de Empresas pela EAESP/FGV e Direito pelo Mackenzie, especialista em Direito Público pela Escola Paulista de Direito, mestre e doutoranda em Direito Político e Econômico pelo Mackenzie.
Na palestra "Assédio Organizacional no Trabalho Bancário”, realizada pela Fetec-CUT/SP, no dia 29 de abril, a auditora fiscal classificou o modus operandi no interior dos bancos como “gestão do estresse ou gestão por pressão”.
Segundo ela, as metas impostas aos bancários crescem exponencialmente, sem que os trabalhadores possam ter qualquer participação do processo de definição. Como consequência, ampliam cada vez mais as diferenças entre o trabalho real e o trabalho prescrito. “Para o banco, o bancário que atende bem, mas não fechou qualquer negócio, é como se naquele dia não tivesse trabalhado”, exemplificou a auditora.
Esse modelo de organização do trabalho, de acordo com a especialista, caracteriza a violência organizacional, o que afeta a todos os trabalhadores, e é gerador de assédio moral. “A forma de organização do trabalho é a principal causa do adoecimento no setor”.
Para Luciana Veloso, o Brasil carece de legislação contra esses abusos, pois falta norma específica para combater os riscos psicossociais. Ela destacou a importância de o movimento sindical bancário pressionar por mudanças na Norma Regulamentadora (NR) 17, sobre condições de ergonomia. “Seria correta a criação de uma nova NR exclusiva da categoria bancária ou ao menos a inclusão de um anexo específico na NR 17”.
Para a auditora, as recentes inclusões na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria contra os conflitos no ambiente de trabalho e contra envio de torpedo para cobrança de metas abusivas são importantes avanços, mas denotam todo o desrespeito dos bancos para com o trabalhador. “Se houvesse um mínimo de preocupação do empresariado, essas práticas já constariam do Código de Ética das instituições”.
A palestra realizada pela Fetec-CUT/SP foi em alusão ao Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, lembrado anualmente em todo 28 de abril. “A data busca alertar sobre a perversidade no mundo do trabalho, como fruto da ganância das empresas, as quais não medem esforços para aumentar a produtividade, cortando custos e impondo ritmo cada vez mais intenso e penoso aos seus empregados. Por meio da reflexão, ampliamos a conscientização e a capacitação por mais saúde e melhores condições de trabalho aos bancários e demais trabalhadores”, afirma Adma Gomes, diretora de Saúde e Condições de Trabalho da Fetec-CUT/SP.
Fonte: Fetec-SP
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