27/04/2015
Deputado Sinval Malheiros reafirma ser contrário à retirada de direitos trabalhistas
Em resposta à cobrança de atitude feita pelo Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região em panfleto distribuído no município (reprodução ao lado), o deputado federal Sinval Malheiros (PV) reafirmou ser contrário à retirada de direitos dos trabalhadores. “Sou contra este projeto. E votei contra”, garantiu, em referência ao projeto de lei nº 4330, que autoriza a terceirização de serviços em atividade-fim nas empresas do país.Segundo o parlamentar, no Partido Verde (PV), apenas ele e o líder da bancada, deputado Sarney Filho, votaram contra a proposta. “Gostaria de agradecer o Sindicato dos Bancários pela luta em defesa da classe trabalhadora. Contem sempre comigo”, ressaltou em nota encaminhada via redes sociais. Presidente do Sindicato, Paulo Franco agradeceu e convocou o deputado para as próximas etapas da luta contra o PL.
“Em nome dos bancários da região e de toda a classe trabalhadora, reconhecemos e agradecemos a postura do deputado Sinval Malheiros, contrária ao PL que, se efetivado, tanto prejudicará os trabalhadores brasileiros. Divulgaremos isso para nossa categoria e contaremos com seu apoio nas próximas etapas dessa luta”, respondeu o sindicalista. A divulgação foi feita no site oficial do Sindicato e nas redes sociais.
Apesar da pressão sobre as autoridades feita por federações, sindicatos e movimentos sociais em todo o país, a Câmara dos Deputados apunhalou os trabalhadores e suas conquistas históricas, ao aprovar, no dia 22, a emenda que autoriza a terceirização em atividade-fim. Ao todo, 230 deputados votaram favoráveis e 203 contra. A proposta foi apresentada pelo relator do projeto, o deputado federal Arthur Maia (SD-BA).
A luta contra o PL 4330, entretanto, está longe de terminar. A Central Única dos Trabalhadores, a CUT, protocolou junto ao Senado, pedido de audiência com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB/AL) e foi atendida. Será na terça 28, às 16 horas. Além do presidente da CUT, Vagner Freitas, e de Renan Calheiros, participarão os presidentes da CTB, Adilson Araújo; da NCST, José Calixto; e da UGT, Ricardo Patah.
Além disso, a CUT fará da celebração do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, uma data de combate ao rebaixamento dos salários e direitos que o PL 4330 promove. "Nós estaremos na rua e teremos um 1º de maio de luta. Vamos ampliar as mobilizações, fazer novos dias de paralisações e, se necessário, uma greve geral para barrar esse ataque nefasto e criminoso aos direitos da classe trabalhadora", declarou Freitas.
Fonte: Seeb Catanduva, com informações da CUT
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