10/04/2015
Contraf-CUT questiona gastos de R$ 9 bilhões dos bancos em segurança
A Contraf-CUT questiona o valor de gastos em segurança que os bancos divulgaram em reportagem de capa publicada nesta segunda-feira (6) pelo jornal Valor Econômico. Segundo a notícia, "o aumento de ataques criminosos a agências bancárias e caixas eletrônicos levou os bancos instalados no país a investir, em conjunto, R$ 9 bilhões no ano passado para tentar combater o problema".
"Esse número não bate com o valor apurado pelo Dieese na análise dos balanços dos bancos", afirma o secretário de Imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr. Segundo o estudo feito com os cinco maiores bancos (Itaú, BB, Bradesco, Caixa e Santander), os bancos registraram despesas de segurança e vigilância de R$ 3,7 bilhões em 2014, o que representa média de 6,1% em comparação com os lucros de R$ 60,3 bilhões no mesmo período.
A diferença entre tais valores já havia sido levantada durante a rodada de negociação sobre segurança bancária na Campanha Nacional dos Bancários 2014. O representante dos bancos discordou dos dados apurados pelo Dieese. O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, propôs que fosse marcada uma reunião para que técnicos da Fenaban e do Dieese confrontassem os números. A Fenaban não deu resposta até hoje.
Caixas eletrônicos
A reportagem aponta que "ultimamente, a maior preocupação é com a explosão de caixas eletrônicos com dinamite". Não existem estatísticas nacionais públicas sobre explosão de caixas eletrônicos. "Mas, sob a condição de não terem seus nomes revelados, grandes bancos de varejo do país dão indícios da gravidade do problema."
"Um deles relatou ao Valor que no ano passado teve 1.400 caixas eletrônicos explodidos. Outro contabilizou 600 máquinas destruídas com dinamites. Um terceiro banco sofreu 166 ataques a ATMs, sendo 90 com explosivos", informa o jornal.
"Não é difícil de entender o novo alvo dos ladrões. São 166 mil caixas eletrônicos espalhados por todo o país, alguns em cidades que nem posto bancário tem - o número de agências é de 23,1 mil. Os ladrões levam em média R$ 35 mil de cada caixa atacado, segundo estimativas da Febraban. Mas os prejuízos não param aí. É preciso reconstruir agências e adquirir novas máquinas", destaca o Valor.
"Com a reportagem, a Fenaban tentou se explicar para a sociedade e passar uma imagem de que está preocupada com as explosões de caixas eletrônicos e de que está gastando muito dinheiro em segurança", avalia o diretor da Contraf-CUT.
"No entanto, perdeu uma boa oportunidade para esclarecer a diferença entre os números dos balanços e para anunciar medidas concretas e eficazes para melhorar as instalações de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos e, assim, reduzir os ataques que põem em risco a vida das pessoas", ressalta Ademir.
Foto: Banco do Brasil de Pirangi (SP)
Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico
"Esse número não bate com o valor apurado pelo Dieese na análise dos balanços dos bancos", afirma o secretário de Imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr. Segundo o estudo feito com os cinco maiores bancos (Itaú, BB, Bradesco, Caixa e Santander), os bancos registraram despesas de segurança e vigilância de R$ 3,7 bilhões em 2014, o que representa média de 6,1% em comparação com os lucros de R$ 60,3 bilhões no mesmo período.
A diferença entre tais valores já havia sido levantada durante a rodada de negociação sobre segurança bancária na Campanha Nacional dos Bancários 2014. O representante dos bancos discordou dos dados apurados pelo Dieese. O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, propôs que fosse marcada uma reunião para que técnicos da Fenaban e do Dieese confrontassem os números. A Fenaban não deu resposta até hoje.
Caixas eletrônicos
A reportagem aponta que "ultimamente, a maior preocupação é com a explosão de caixas eletrônicos com dinamite". Não existem estatísticas nacionais públicas sobre explosão de caixas eletrônicos. "Mas, sob a condição de não terem seus nomes revelados, grandes bancos de varejo do país dão indícios da gravidade do problema."
"Um deles relatou ao Valor que no ano passado teve 1.400 caixas eletrônicos explodidos. Outro contabilizou 600 máquinas destruídas com dinamites. Um terceiro banco sofreu 166 ataques a ATMs, sendo 90 com explosivos", informa o jornal.
"Não é difícil de entender o novo alvo dos ladrões. São 166 mil caixas eletrônicos espalhados por todo o país, alguns em cidades que nem posto bancário tem - o número de agências é de 23,1 mil. Os ladrões levam em média R$ 35 mil de cada caixa atacado, segundo estimativas da Febraban. Mas os prejuízos não param aí. É preciso reconstruir agências e adquirir novas máquinas", destaca o Valor.
"Com a reportagem, a Fenaban tentou se explicar para a sociedade e passar uma imagem de que está preocupada com as explosões de caixas eletrônicos e de que está gastando muito dinheiro em segurança", avalia o diretor da Contraf-CUT.
"No entanto, perdeu uma boa oportunidade para esclarecer a diferença entre os números dos balanços e para anunciar medidas concretas e eficazes para melhorar as instalações de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos e, assim, reduzir os ataques que põem em risco a vida das pessoas", ressalta Ademir.
Foto: Banco do Brasil de Pirangi (SP)
Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico
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