25/03/2015
Para reduzir custos, bancos liberam ATM para uso de não-clientes
Em busca de mais eficiência, os bancos começam a permitir que não-correntistas paguem contas em seus caixas eletrônicos com um cartão de débito emitido por instituições financeiras concorrentes.
Um cliente do Itaú Unibanco já pode hoje usar ATM do Bradesco para quitar um boleto e vice-versa. Em breve, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander também já terão transformado seus caixas eletrônicos em terminais aptos a aceitar os cartões de qualquer banco para pagamento de boletos e impostos.
A ideia é converter o monumental caixa eletrônico em uma maquininha como as que passam pagamentos com cartão no comércio. Por trás das manobras tecnológicas está o interesse dos bancos em reduzir o fluxo de pessoas nas agências, que é um tipo de atendimento mais caro. "Essa tecnologia acaba tirando as pessoas da boca do caixa, que é um custo para o banco", afirma Octavio Lazari Junior, diretor-gerente de varejo do Bradesco.
O raciocínio é seguido pelos demais bancos. "É um número expressivo de pessoas que vêm ao Itaú e não têm conta no banco", diz Messias Esteves, diretor operacional de agências do Itaú. Desde 2013, por meio de parceria com a Rede, o banco permite pagamento de contas em seus caixas eletrônicos com cartões de concorrentes. Por mês, 80 mil pagamentos são feitos no ATM por não-correntistas. A expectativa é alcançar neste ano 500 mil.
A alternativa para os não-correntistas também se converte em uma possibilidade de o banco fisgar o cliente da concorrência ao oferecer uma opção mais cômoda de pagamento de contas. O usuário não precisa carregar dinheiro nem se deslocar até o banco onde tem conta, que às vezes pode ser mais longe.
"Sempre atendemos todo mundo, mas tínhamos uma limitação de horário porque a agência fecha às 16h", diz Lazari. Depois de uma fase de testes em associação com a Cielo, o Bradesco habilitou em novembro 100% dos seus caixas eletrônicos para receber contas com o cartão de outros bancos. "É uma atitude simpática do banco, que reverbera bem para o usuário."
Pelos cálculos do BB, metade das pessoas que vão aos caixas das agências não é correntista do banco. O BB implementará a aceitação de cartões de concorrentes em 60 dias, a partir de uma aliança com a Cielo.
"A pessoa já sacou dinheiro em outro banco e vai até ali para pagar a conta", explica Raul Moreira, vice-presidente de varejo do BB. "Essa nova tecnologia permite a redução de custos para o BB e também para o outro banco, já que o cliente não vai sacar o dinheiro."
Para Moreira, o grande desafio dos bancos é reduzir o volume de dinheiro em circulação, já que o papel-moeda impõe custos elevados de transporte e segurança. "O dinheiro é muito caro para o banco e para a sociedade."
Os bancos têm buscado cada vez mais dividir seus serviços básicos com o objetivo de reduzir as despesas. Depois de mais de dez anos de discussões, em outubro do ano passado os maiores bancos do país começaram a compartilhar suas unidades de autoatendimento para a função saque.
Em dezembro, eram 16,7 mil caixas eletrônicos que podiam atender correntistas de Itaú, Bradesco, Santander, BB, Caixa, HSBC e Citi.
Fonte: Valor Econômico
Um cliente do Itaú Unibanco já pode hoje usar ATM do Bradesco para quitar um boleto e vice-versa. Em breve, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander também já terão transformado seus caixas eletrônicos em terminais aptos a aceitar os cartões de qualquer banco para pagamento de boletos e impostos.
A ideia é converter o monumental caixa eletrônico em uma maquininha como as que passam pagamentos com cartão no comércio. Por trás das manobras tecnológicas está o interesse dos bancos em reduzir o fluxo de pessoas nas agências, que é um tipo de atendimento mais caro. "Essa tecnologia acaba tirando as pessoas da boca do caixa, que é um custo para o banco", afirma Octavio Lazari Junior, diretor-gerente de varejo do Bradesco.
O raciocínio é seguido pelos demais bancos. "É um número expressivo de pessoas que vêm ao Itaú e não têm conta no banco", diz Messias Esteves, diretor operacional de agências do Itaú. Desde 2013, por meio de parceria com a Rede, o banco permite pagamento de contas em seus caixas eletrônicos com cartões de concorrentes. Por mês, 80 mil pagamentos são feitos no ATM por não-correntistas. A expectativa é alcançar neste ano 500 mil.
A alternativa para os não-correntistas também se converte em uma possibilidade de o banco fisgar o cliente da concorrência ao oferecer uma opção mais cômoda de pagamento de contas. O usuário não precisa carregar dinheiro nem se deslocar até o banco onde tem conta, que às vezes pode ser mais longe.
"Sempre atendemos todo mundo, mas tínhamos uma limitação de horário porque a agência fecha às 16h", diz Lazari. Depois de uma fase de testes em associação com a Cielo, o Bradesco habilitou em novembro 100% dos seus caixas eletrônicos para receber contas com o cartão de outros bancos. "É uma atitude simpática do banco, que reverbera bem para o usuário."
Pelos cálculos do BB, metade das pessoas que vão aos caixas das agências não é correntista do banco. O BB implementará a aceitação de cartões de concorrentes em 60 dias, a partir de uma aliança com a Cielo.
"A pessoa já sacou dinheiro em outro banco e vai até ali para pagar a conta", explica Raul Moreira, vice-presidente de varejo do BB. "Essa nova tecnologia permite a redução de custos para o BB e também para o outro banco, já que o cliente não vai sacar o dinheiro."
Para Moreira, o grande desafio dos bancos é reduzir o volume de dinheiro em circulação, já que o papel-moeda impõe custos elevados de transporte e segurança. "O dinheiro é muito caro para o banco e para a sociedade."
Os bancos têm buscado cada vez mais dividir seus serviços básicos com o objetivo de reduzir as despesas. Depois de mais de dez anos de discussões, em outubro do ano passado os maiores bancos do país começaram a compartilhar suas unidades de autoatendimento para a função saque.
Em dezembro, eram 16,7 mil caixas eletrônicos que podiam atender correntistas de Itaú, Bradesco, Santander, BB, Caixa, HSBC e Citi.
Fonte: Valor Econômico
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