19/03/2015

Caso Albatroz: Sindicato intervém e situação de vigilantes melhora

Vigilantes de agências bancárias contratados pela Albatroz estão sentindo na pele os danos decorrentes da terceirização. Denúncias recebidas pelo Sindicato apontam que, após a empresa ter perdido a concessão para operar em agências das cidades de Ibitinga, Itápolis, Matão e Monte Alto, os funcionários não foram formalmente avisados, nem foram realizadas suas homologações. Depois, os seguranças foram surpreendidos por uma nova empresa, que entrou no lugar da Albatroz, oferecendo novos uniformes e armas. 
 
Eles ainda receberam cartas da Albatroz acusando-os de abandono de emprego e informando que serão demitidos, o que, para o Sindicato, é uma afronta aos trabalhadores. “Os vigilantes estão, literalmente, desprotegidos no que se refere às causas trabalhistas”, afirma o diretor Luiz Eduardo Campolungo, que acompanha o caso em Ibitinga e Itápolis.
 
Apesar de não representar a categoria, o Sindicato contatou a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes e orientou as gerências das agências a denunciarem o descaso aos departamentos de segurança dos bancos. Com a pressão dos bancários, a Albatroz começou a regularizar a situação dos trabalhadores. 
 
O diretor Aparecido Augusto Marcelo monitora o imbróglio em Monte Alto e lamenta que o Sindicato esteja de mãos atadas. “Nós, bancários, temos o dever moral de intervir na causa dos vigilantes, porém, por não representarmos a categoria, nossas ações estão limitadas”.

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