16/03/2015
Porque 100 mil pessoas foram às ruas no dia 13; Sindicato marcou presença
Foram pelo menos 100 mil pessoas que saíram de casa na última sexta-feira (13) em nome da democracia, reforma política, Petrobras e em defesa dos direitos da classe trabalhadora. Não teve chuva, nem tempestade, que fizesse a massa arredar o pé da caminhada desde a Paulista até a Praça da República.No percurso, jovens, idosos, crianças. Alguns empunhando bandeiras, cartazes ou faixas. Outros usando apenas a força da voz para se manifestar, entoando cânticos. Teve também quem simplesmente caminhou calado, somando forças para que o país não dê nenhum passo para trás.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região marcou presença e reforçou o coro, com participação do presidente Paulo Franco e vários diretores.
Junto com eles, professores, petroleiros, metalúrgicos, químicos, dentre um sem números de outras categorias. Integrantes de movimentos sociais, como os sem teto, sem terra, atingidos por barragens, estudantes, de grupos de defesa dos homossexuais. A sociedade brasileira inteira muito bem representada.
Essa massa foi às ruas para reforçar um projeto de nação com desenvolvimento econômico, distribuição de renda, justiça e inclusão social e pelo fim do financiamento de empresas nas campanhas eleitorais. Foi um ato que aconteceu em pelo menos 24 capitais do país.
“O Sindicato dos Bancários representou a categoria, já que a luta é de todos os trabalhadores e cidadãos. Todas as manifestações, desde que pacíficas, são importantes para cobrar melhorias dos governos, punição para os corruptos e um país melhor para todos nós. Entretanto, temos que garantir a democracia, sem permitir retrocessos ou golpismo”, frisou Paulo Franco, presidente do Sindicato.
Uma das medidas fundamentais para que novo avanço aconteça é, segundo o sindicalista, a reforma política, com o fim do financiamento de campanhas eleitorais por empresas. “Temos ainda que garantir que a Petrobras continue nas mãos dos brasileiros. A corrupção deve ser combatida, os culpados punidos e os recursos devolvidos aos cofres públicos”.
Outra bandeira do ato foi a garantia dos direitos trabalhistas, com postura contrária às medidas provisórias 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença. Os trabalhadores mandaram das ruas um recado ao governo e ao mercado financeiro: não aceitarão pagar a conta do ajuste fiscal proposto pelo Executivo.
“Ao invés de restringir direitos trabalhistas, o ajuste do governo deveria vir da taxação de grandes fortunas”, apontou Paulo Franco.
Manifestações do dia 15
No domingo (15), outra parcela da população foi às ruas de várias capitais para protestar contra a corrupção, os desvios na Petrobras, a alta da inflação e dos combustíveis, a falta de ética na política, o desenvolvimento econômico pífio e a falta de serviços públicos de qualidade, entre outros temas.
Paulo Franco, presidente do Sindicato, reconheceu a legitimidade do manifesto, mas rechaçou o golpismo, a reivindicação pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o caráter partidário dos protestos – que focaram o PT e não demais partidos acusados em denúncias de corrupção – e as menções a uma eventual intervenção militar. “Entretanto, em todos os sentidos, é necessário escutar o recado das ruas”, pondera.
O sindicalista também considerou diferenciada a cobertura da grande mídia às manifestações do dia 15, supostamente contrárias ao governo da presidenta Dilma Rousseff, em contraste às do dia 13. E estranhou, ainda, a divergência gritante entre o número de manifestantes divulgado pelo Datafolha – 210 mil pessoas – e da Polícia Militar, ligada ao Governo do Estado, que registrou mais de um milhão de pessoas.
Fonte: Seeb Catanduva, com informações de Seeb SP e Contraf-CUT
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