11/03/2015
Resistência da Contraf-CUT reverte terceirização de prepostos do Santander
Após resistência e mobilização da Contraf-CUT, federações e sindicatos, o Santander recuou na utilização de terceirizados como prepostos para fazer as homologações das rescisões de demissões de bancários. O banco havia contratado escritórios de advocacia em maio de 2013, exceto na capital de São Paulo, para fazer o desligamento dos trabalhadores.
Conforme levantamento feito junto aos integrantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, o banco voltou atrás e funcionários do banco voltaram a atuar como prepostos junto aos sindicatos, como vinha sendo feito anteriormente.
"Esse recuo do Santander é fruto da nossa resistência e mobilização", afirma o secretário de Imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "Impedimos a terceirização de uma função administrativa em uma atividade-fim da empresa, que deve ser realizada por funcionários designados pelo banco", destaca.
Longa resistência
A primeira denúncia foi publicada em 24 de maio de 2013 no site da Contraf-CUT. Sob o título de "Santander abusa ao terceirizar preposto para homologar demissões", a notícia alertava o banco que o procedimento não tinha amparo legal.
> Clique aqui para ler a notícia da Contraf-CUT
Em 5 de junho de 2013, durante o Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Santander, promovido pela Contraf-CUT, foi definida a orientação aos sindicatos para não homologar rescisões feitas por prepostos terceirizados. Além de suspenderam as homologações por terceirizados, vários sindicatos fizeram denúncias ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A ilegalidade foi também discutida em audiência, ocorrida em 12 de dezembro de 2013, com o secretário de Relações do Trabalho do MTE, Manoel Messias, em Brasília. Houve ainda protestos e paralisações de bancários contra esse procedimento do banco em todo o país.
Não ao PL 4330
Para o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira, trata-se de uma importante vitória contra a terceirização no Santander e deve servir de estímulo para barrar outras iniciativas dos bancos e do empresariado para substituir trabalhadores por terceirizados, visando precarizar o trabalho para reduzir direitos trabalhistas e aumentar os lucros.
"Agora precisamos intensificar a luta contra o PL 4330 da terceirização, que conseguimos travar no Congresso com muita pressão em 2013, mas o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já avisou as centrais sindicais que pretende colocá-lo em votação no início de abril", alerta.
Fonte: Contraf-CUT
Conforme levantamento feito junto aos integrantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, o banco voltou atrás e funcionários do banco voltaram a atuar como prepostos junto aos sindicatos, como vinha sendo feito anteriormente.
"Esse recuo do Santander é fruto da nossa resistência e mobilização", afirma o secretário de Imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "Impedimos a terceirização de uma função administrativa em uma atividade-fim da empresa, que deve ser realizada por funcionários designados pelo banco", destaca.
Longa resistência
A primeira denúncia foi publicada em 24 de maio de 2013 no site da Contraf-CUT. Sob o título de "Santander abusa ao terceirizar preposto para homologar demissões", a notícia alertava o banco que o procedimento não tinha amparo legal.
> Clique aqui para ler a notícia da Contraf-CUT
Em 5 de junho de 2013, durante o Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Santander, promovido pela Contraf-CUT, foi definida a orientação aos sindicatos para não homologar rescisões feitas por prepostos terceirizados. Além de suspenderam as homologações por terceirizados, vários sindicatos fizeram denúncias ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A ilegalidade foi também discutida em audiência, ocorrida em 12 de dezembro de 2013, com o secretário de Relações do Trabalho do MTE, Manoel Messias, em Brasília. Houve ainda protestos e paralisações de bancários contra esse procedimento do banco em todo o país.
Não ao PL 4330
Para o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira, trata-se de uma importante vitória contra a terceirização no Santander e deve servir de estímulo para barrar outras iniciativas dos bancos e do empresariado para substituir trabalhadores por terceirizados, visando precarizar o trabalho para reduzir direitos trabalhistas e aumentar os lucros.
"Agora precisamos intensificar a luta contra o PL 4330 da terceirização, que conseguimos travar no Congresso com muita pressão em 2013, mas o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já avisou as centrais sindicais que pretende colocá-lo em votação no início de abril", alerta.
Fonte: Contraf-CUT
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Engajamento e mobilização para a Consulta Nacional é fundamental para sucesso da Campanha Nacional da categoria
- Itaú lucra R$ 12,2 bilhões no 1º trimestre, enquanto segue fechando postos de trabalho e agências
- Banco Mercantil registra lucro recorde no 1º trimestre, mas trabalhadores cobram valorização e melhores condições
- Audiência no Senado vai debater escala 6x1 como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Clube dos Bancários terá novo horário de funcionamento. Confira!
- 42º Congresso Estadual dos Empregados da Caixa será dia 16 de maio
- ContrafCast: Confira entrevista com Meilliane Vilar, advogada da CUT na defesa da lei de igualdade salarial no STF
- Prazo para votar nas eleições do Economus termina dia 7 de maio; participe!
- Bancários de Catanduva e região: 63 anos de luta que ecoam no tempo e constroem o futuro
- Oxfam: trabalhador levaria 490 anos para igualar salário de CEO bilionário
- Ao arrepio da lei e da negociação coletiva, Santander quer prejudicar ‘hipersuficientes’
- Em mesa, CEE denuncia desvalorização dos empregados e cobra respostas da Caixa
- STF vai julgar transparência salarial e movimento sindical defende validade da lei
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício