18/02/2015
Bancários avaliam combate ao assédio moral com Fenaban no dia 24
A Contraf-CUT, federações e sindicatos se reúnem com a Fenaban no próximo dia 24, às 15h, em São Paulo, para fazer a avaliação referente ao segundo semestre de 2014 do instrumento de prevenção e combate ao assédio moral, previsto na cláusula 56ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Na última reunião, ocorrida em dezembro do ano passado, os dirigentes sindicais cobraram mais empenho dos bancos no combate ao assédio moral. Foram detectadas várias falhas no trânsito da denúncia encaminhada pelos sindicatos acordantes até o retorno a ser dado pelos 10 bancos signatários do instrumento.
"Muitas informações acabam se perdendo. Há casos de denúncias de assédio moral que o bancário faz, por meio do sindicato, por exemplo, mas o retorno sobre o problema detectado chega por outro canal e, em alguns casos, sequer o retorno é dado. Isso acaba trazendo maior morosidade", explica Walcir Previtale, secretário de Saúde de Trabalhador da Contraf-CUT.
Ele ressalta que a Fenaban se comprometeu a resolver as falhas apontadas pelos dirigentes sindicais, o que será cobrado na reunião do dia 24.
"Os bancos ficaram de concentrar o retorno dos casos no mesmo canal inicial de recebimento da denúncia e vamos averiguar se isto está de fato funcionando", salienta o diretor da Contraf-CUT.
Necessidade de aprimoramento
Os sindicatos têm se deparado com grande número de denúncias descartadas e classificadas como improcedentes pelos bancos. Há instituições alegando que muitos relatos não se encaixam no instrumento de combate ao assédio moral, o que causa dúvida e discordância dos dirigentes sindicais.
Para Walcir, mesmo entre as denúncias julgadas procedentes, a ação dos bancos no combate ao assédio moral ainda apresenta várias lacunas e equívocos.
"Os bancos precisam especificar quais medidas foram tomadas. Algumas instituições chegam a falar em demissões, como sendo a medida mais cabível. Mas o instrumento de combate ao assédio moral não foi criado para servir aos bancos como ferramenta de corte de postos de trabalho, uma vez que o objetivo é prevenir e combater o assédio moral, que tem levado muitos bancários ao adoecimento", enfatiza o dirigente sindical.
Cobrança de metas
Os representantes dos bancários também querem aprofundar a discussão sobre o item "d" da cláusula 56ª da CCT, no qual os bancos assumem o compromisso para que o "monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho".
"O novo item da cláusula é uma conquista extremamente importante contra as metas abusivas, mas queremos aprofundar com a Fenaban a aplicação e o acompanhamento desse novo elemento que compõe o instrumento de combate ao assédio moral. As denúncias de cobranças de metas chegam todos os dias aos nossos sindicatos. O bancário trabalha sob pressão total", aponta Walcir.
Encontro preparatório
A Contraf-CUT convoca os integrantes do Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora para uma reunião no dia 23, às 14h, na sede da Confederação, em São Paulo, para discutir a pauta que será debatida com a Fenaban no dia 24.
A participação é livre e aberta a todos os interessados nas questões que envolvem a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Fonte: Contraf-CUT
Na última reunião, ocorrida em dezembro do ano passado, os dirigentes sindicais cobraram mais empenho dos bancos no combate ao assédio moral. Foram detectadas várias falhas no trânsito da denúncia encaminhada pelos sindicatos acordantes até o retorno a ser dado pelos 10 bancos signatários do instrumento.
"Muitas informações acabam se perdendo. Há casos de denúncias de assédio moral que o bancário faz, por meio do sindicato, por exemplo, mas o retorno sobre o problema detectado chega por outro canal e, em alguns casos, sequer o retorno é dado. Isso acaba trazendo maior morosidade", explica Walcir Previtale, secretário de Saúde de Trabalhador da Contraf-CUT.
Ele ressalta que a Fenaban se comprometeu a resolver as falhas apontadas pelos dirigentes sindicais, o que será cobrado na reunião do dia 24.
"Os bancos ficaram de concentrar o retorno dos casos no mesmo canal inicial de recebimento da denúncia e vamos averiguar se isto está de fato funcionando", salienta o diretor da Contraf-CUT.
Necessidade de aprimoramento
Os sindicatos têm se deparado com grande número de denúncias descartadas e classificadas como improcedentes pelos bancos. Há instituições alegando que muitos relatos não se encaixam no instrumento de combate ao assédio moral, o que causa dúvida e discordância dos dirigentes sindicais.
Para Walcir, mesmo entre as denúncias julgadas procedentes, a ação dos bancos no combate ao assédio moral ainda apresenta várias lacunas e equívocos.
"Os bancos precisam especificar quais medidas foram tomadas. Algumas instituições chegam a falar em demissões, como sendo a medida mais cabível. Mas o instrumento de combate ao assédio moral não foi criado para servir aos bancos como ferramenta de corte de postos de trabalho, uma vez que o objetivo é prevenir e combater o assédio moral, que tem levado muitos bancários ao adoecimento", enfatiza o dirigente sindical.
Cobrança de metas
Os representantes dos bancários também querem aprofundar a discussão sobre o item "d" da cláusula 56ª da CCT, no qual os bancos assumem o compromisso para que o "monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho".
"O novo item da cláusula é uma conquista extremamente importante contra as metas abusivas, mas queremos aprofundar com a Fenaban a aplicação e o acompanhamento desse novo elemento que compõe o instrumento de combate ao assédio moral. As denúncias de cobranças de metas chegam todos os dias aos nossos sindicatos. O bancário trabalha sob pressão total", aponta Walcir.
Encontro preparatório
A Contraf-CUT convoca os integrantes do Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora para uma reunião no dia 23, às 14h, na sede da Confederação, em São Paulo, para discutir a pauta que será debatida com a Fenaban no dia 24.
A participação é livre e aberta a todos os interessados nas questões que envolvem a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Fonte: Contraf-CUT
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