22/01/2015
Aumento da Selic acelera a marcha rumo à recessão
A Contraf-CUT lamenta e condena a decisão do Copom desta quarta-feira 21 de elevar mais uma vez a taxa Selic, agora para 12,25% ao ano, a mais alta dos últimos três anos e meio.
"O novo aumento da taxa básica de juros, somado às recentes medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governo federal, acelera a marcha rumo a uma recessão econômica no Brasil, com trágicas consequências para os direitos, a renda e o emprego dos trabalhadores. São medidas que representam uma rendição ao mercado financeiro, que aumentarão a concentração da riqueza no país, contradizendo as políticas econômicas dos últimos governos e os compromissos de campanha da presidenta Dilma Rousseff", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
A elevação da Selic em 0,5 ponto percentual, a terceira consecutiva desde a reeleição presidencial, ocorre dois dias depois que o FMI reduziu a previsão de crescimento do PIB brasileiro para minúsculo 0,3% este ano. E vem numa sequência de medidas que penalizam os trabalhadores e os setores mais pobres da população.
Entre elas, estão as Medidas Provisórias 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial, ao seguro-defeso, à pensão por morte, ao auxílio-doença e ao auxílio-reclusão; o aumento das tarifas da energia elétrica; a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), do PIS-Cofins sobre combustíveis e produtos importados e retorno da Cide; majoração das taxas de empréstimos para pessoas físicas e da taxa de juros para financiamento da casa própria; e veto à correção da tabela do Imposto de Renda.
Com essas medidas, o governo espera aumentar a arrecadação em cerca de R$ 40 bilhões, que serão retirados dos trabalhadores e das camadas mais pobres. Simultaneamente, com 1,5 ponto percentual de elevação da Selic somente após a reeleição de Dilma, o Tesouro repassa aos rentistas detentores dos títulos da dívida pública algo próximo de R$ 14 bilhões ao ano.
"Esse é um mecanismo obsceno de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos, aumentando ainda mais a concentração da riqueza no Brasil, país que se situa entre os 12 com maior desigualdade de renda no mundo", denuncia Carlos Cordeiro.
"Outra ironia, ou tragédia, é que a elevação da Selic é decidida dois depois de a ONG britânica Oxfam anunciar que, no ritmo atual de aumento da desigualdade, em 2016 o 1% mais rico da população mundial ultrapassará a riqueza dos outros 99%, e menos de 24 horas após o presidente Barak Obama desafiar o Congresso norte-americano a elevar os impostos dos mais ricos em benefício da classe média e dos mais pobres", lembra o presidente da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT
"O novo aumento da taxa básica de juros, somado às recentes medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governo federal, acelera a marcha rumo a uma recessão econômica no Brasil, com trágicas consequências para os direitos, a renda e o emprego dos trabalhadores. São medidas que representam uma rendição ao mercado financeiro, que aumentarão a concentração da riqueza no país, contradizendo as políticas econômicas dos últimos governos e os compromissos de campanha da presidenta Dilma Rousseff", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
A elevação da Selic em 0,5 ponto percentual, a terceira consecutiva desde a reeleição presidencial, ocorre dois dias depois que o FMI reduziu a previsão de crescimento do PIB brasileiro para minúsculo 0,3% este ano. E vem numa sequência de medidas que penalizam os trabalhadores e os setores mais pobres da população.
Entre elas, estão as Medidas Provisórias 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial, ao seguro-defeso, à pensão por morte, ao auxílio-doença e ao auxílio-reclusão; o aumento das tarifas da energia elétrica; a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), do PIS-Cofins sobre combustíveis e produtos importados e retorno da Cide; majoração das taxas de empréstimos para pessoas físicas e da taxa de juros para financiamento da casa própria; e veto à correção da tabela do Imposto de Renda.
Com essas medidas, o governo espera aumentar a arrecadação em cerca de R$ 40 bilhões, que serão retirados dos trabalhadores e das camadas mais pobres. Simultaneamente, com 1,5 ponto percentual de elevação da Selic somente após a reeleição de Dilma, o Tesouro repassa aos rentistas detentores dos títulos da dívida pública algo próximo de R$ 14 bilhões ao ano.
"Esse é um mecanismo obsceno de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos, aumentando ainda mais a concentração da riqueza no Brasil, país que se situa entre os 12 com maior desigualdade de renda no mundo", denuncia Carlos Cordeiro.
"Outra ironia, ou tragédia, é que a elevação da Selic é decidida dois depois de a ONG britânica Oxfam anunciar que, no ritmo atual de aumento da desigualdade, em 2016 o 1% mais rico da população mundial ultrapassará a riqueza dos outros 99%, e menos de 24 horas após o presidente Barak Obama desafiar o Congresso norte-americano a elevar os impostos dos mais ricos em benefício da classe média e dos mais pobres", lembra o presidente da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT
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