12/01/2015
2015: Ano de mobilização
O ano que passou foi intenso. Com Copa do Mundo no Brasil e uma corrida eleitoral acirrada, os brasileiros viveram um ano atípico e carregado de emoções, dentro e fora dos campos. A categoria bancária, além de tudo isso, participou de mais uma Campanha Nacional, que culminou em avanços sociais e econômicos para os trabalhadores do ramo financeiro.Para Paulo Franco, o Paulinho, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, tais conquistas só foram possíveis devido à intensa mobilização da categoria: “Os bancários demonstraram grande força e união no ano que passou. Os avanços conquistados em tempo recorde só vieram porque a categoria se mobilizou e a paralisação das agências, já no primeiro dia de greve, era muito mais intensa que nos anos anteriores. Em Catanduva, por exemplo, todas as agências bancárias aderiram à mobilização, o que contribuiu para que a greve fosse mais curta, pois a pressão dos trabalhadores arrancou uma boa proposta dos bancos em pouco tempo”.
Em meio à corrida presidencial, os bancários também exerceram um papel importante no debate econômico, defendendo o fortalecimento dos bancos públicos e combatendo a independência do Banco Central. “Acredito que nunca houve um debate tão intenso durante um processo eleitoral. Pela primeira vez, pudemos ver os bancários de um lado e os banqueiros de outro, cada um defendendo suas posições no sistema financeiro”, destaca Paulinho.
Menor representação dos trabalhadores na política
Apesar dos avanços conquistados no ano que passou, 2015 não dá sinais de que será um ano de facilidades. De acordo com o presidente do Sindicato, a mobilização da categoria bancária e dos trabalhadores em geral deverá ser ainda mais intensa: “A redução da bancada de parlamentares comprometidos com os trabalhadores no Congresso Nacional foi uma grande perda, por isso, a mobilização deve ser ainda maior neste ano para que possamos impedir retrocessos e garantir avanços”.
As lutas de 2015
Paulo Franco ressalta que uma das maiores lutas dos trabalhadores em 2015 será contra a aprovação do PL 4330, que regulamenta a terceirização de atividades-fim: “A terceirização indiscriminada já foi considerada uma fraude até mesmo pela Procuradoria Geral da República. Nós nos posicionamos contra tal medida que, em suma, apenas gera uma crise de representatividade dos trabalhadores e favorece os patrões, que ficam livres de garantir uma série de direitos aos empregados”.
Além disso, o presidente do Sindicato defende os avanços na distribuição de renda por meio de melhores empregos e salários, melhoria da saúde e condições de trabalho, a luta por uma aposentadoria digna e o intenso combate às demissões imotivadas e à política de rotatividade no sistema financeiro. “Essas são os principais bandeiras que compõem agenda de lutas da categoria bancária em 2015, além disso, junto com os demais trabalhadores, vamos lutar pelo fim do fator previdenciário, pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário e pela reforma política, para acabarmos com o fim do financiamento privado de campanhas, o que deverá garantir que as próximas eleições sejam mais democráticas e que os verdadeiros representantes do povo e dos trabalhadores possam competir de igual para igual com os candidatos dos bancos e dos grandes empresários”, ressalta Paulinho.
O presidente ressalta, também, a importância da democratização da mídia: “Nós defendemos uma regulação econômica dos meios de comunicação, pois é inadmissível que um país democrático permita que poucas famílias tenham o total controle destes meios. É preciso dar voz às classes que hoje não possuem nenhuma representatividade nestes meios”.
Na economia, o Sindicato defende a redução dos juros, a ampliação do crédito e uma política de investimentos que se contraponha à movimentação dos bancos e do mercado financeiro. “O Brasil precisa avançar economicamente, e nós queremos alcançar este avanço com geração de empregos e distribuição de renda”, destaca o presidente do Sindicato.
“2015 será um ano de intensa mobilização, portanto, é preciso que os trabalhadores estejam unidos na defesa de seus direitos. Apesar das dificuldades, esperamos avançar, e muito, neste ano, sempre em busca de mais igualdade e justiça social”, finaliza o presidente.
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