29/12/2014

Bancos privados puxam taxa de juros para cima em 2014

Os juros do cheque especial e do crédito pessoal aumentaram em 2014, é o que mostra o levantamento realizado pelo Procon-SP nos sete maiores bancos do país: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
 
De acordo com o que apontou o estudo, os valores só não foram mais altos devido aos bancos públicos federais.
 
Cheque especial
 
A taxa média de juros no cheque especial subiu de 8,02% em 2013 para 9,26% em 2014. O Santander foi o campeão de juros, com uma taxa de 11,49% ao mês. Já a Caixa foi o banco com a menor taxa, com 5,98% ao mês, uma diferença de 92,14% em relação ao banco espanhol.
 
De acordo com o levantamento, os bancos privados foram os maiores responsáveis pela alta nos juros. Com exceção do Safra, que manteve uma taxa de 9,15%, todos os demais superaram a média. O HSBC teve a segunda taxa mais alta, com 10,74%; o Itaú vem em seguida, com 9,75%; e por fim o Bradesco, com 9,45%.
 
O público Banco do Brasil manteve a taxa de juros abaixo da média, ficando em 8,26%.
 
Empréstimo pessoal
 
Já no crédito pessoal, a taxa média de juros foi de 5,27% em 2013 para 5,64% em 2014. Novamente, o Santander aparece em primeiro lugar entre os que mais cobram juros, com uma taxa de 6,92% ao mês. A Caixa aparece em último, com uma taxa de 3,77% ao mês, o que representa uma diferença de 83,55% em relação ao banco espanhol.
 
O únicos bancos, além da Caixa, que mantiveram a taxa de juros abaixo da média geral foram o Banco do Brasil, com 4,86%, e o Safra, com 5,23%. Os demais bancos privados foram os responsáveis pela alta na média, sendo que a taxa no Bradesco foi de 6,53%, no Itaú de 6,12% e no HSBC de 6,08%.
 
Selic
 
Se comparada ao valor anual da Selic (taxa básica de juros do país estipulada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central) a média geral dos juros cobrados pelos bancos aparece ainda mais exorbitante.
 
Ao ano, a taxa média de juros do cheque especial fechou dezembro em 219,02%, cerca de 18 vezes acima dos 11,72% a.a. da Selic. Já o empréstimo pessoal encerrou 2014 em 97,77% a.a, oito vezes mais alto que a taxa básica do país.
Fonte: Seeb Catanduva, com informações de Contraf-CUT

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