16/12/2014
Mulheres da CUT repudiam violência e exigem cassação de Bolsonaro
Crédito: CUT
Luta para cassar mandato do deputado por apologia ao crime de estupro
A CUT e os movimentos sociais de mulheres e entidades, que lutam por liberdade, igualdade, direitos humanos, pelo fim da violência e da discriminação, exigem a cassação imediata do mandato do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) e que ele seja devidamente punido por apologia ao crime de estupro. As entidades pressionarão para que a representação no Ministério Público seja efetivada.
Na terça-feira (9), em discurso no plenário da Câmara, o deputado ofendeu a deputada Maria do Rosário (PT-RS), dizendo que "só não a estuprava porque ela não merece". No dia seguinte (10), o PT, PCdoB, PSOL e PSB representaram no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara contra o deputado. Os quatro partidos pedem a cassação do atual mandato do parlamentar. Na internet, uma petição defendendo a perda do mandato já tem mais de 100 mil assinaturas.
Nesta sexta-feira (12), mulheres da CUT, da Marcha Mundial das Mulheres, da União Nacional dos Estudantes, União Brasileira de Mulheres, entre outras, concederam uma entrevista coletiva à imprensa sobre o assunto no Hotel Braston, em São Paulo.
Além de condenarem a agressão do deputado, as entidades lembraram que mais de 50 mil mulheres são estupradas por ano no Brasil, o que é um absurdo.
> Clique aqui para ouvir a íntegra da entrevista coletiva.
A Contraf-CUT participou da coletiva e expressou também o repúdio da categoria contra as agressões de Bolsonaro.
"É a desmoralização do Congresso Nacional. O deputado já tinha que ter sido punido. É uma crise institucional, não podemos permitir isso. Os movimentos sociais estão cumprindo o seu papel, mas o Congresso tem que dar uma resposta à altura e urgente", afirma Deise Recoaro, secretária de Mulheres da Contraf-CUT.
Para Andrea Vasconcelos, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT e representante da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), "o Bolsonaro se sente à vontade para falar porque é um Congresso machista, com baixíssima participação das mulheres. Um reflexo da sociedade, por ser eminentemente machista".
Na próxima quarta-feira (17) haverá um ato público, em Brasília, cobrando a cassação do Bolsonaro e em solidariedade à deputada Maria do Rosário. Haverá também ações junto ao Ministério Público
Fonte: Contraf-CUT com CUT
Luta para cassar mandato do deputado por apologia ao crime de estupro A CUT e os movimentos sociais de mulheres e entidades, que lutam por liberdade, igualdade, direitos humanos, pelo fim da violência e da discriminação, exigem a cassação imediata do mandato do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) e que ele seja devidamente punido por apologia ao crime de estupro. As entidades pressionarão para que a representação no Ministério Público seja efetivada.
Na terça-feira (9), em discurso no plenário da Câmara, o deputado ofendeu a deputada Maria do Rosário (PT-RS), dizendo que "só não a estuprava porque ela não merece". No dia seguinte (10), o PT, PCdoB, PSOL e PSB representaram no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara contra o deputado. Os quatro partidos pedem a cassação do atual mandato do parlamentar. Na internet, uma petição defendendo a perda do mandato já tem mais de 100 mil assinaturas.
Nesta sexta-feira (12), mulheres da CUT, da Marcha Mundial das Mulheres, da União Nacional dos Estudantes, União Brasileira de Mulheres, entre outras, concederam uma entrevista coletiva à imprensa sobre o assunto no Hotel Braston, em São Paulo.
Além de condenarem a agressão do deputado, as entidades lembraram que mais de 50 mil mulheres são estupradas por ano no Brasil, o que é um absurdo.
> Clique aqui para ouvir a íntegra da entrevista coletiva.
A Contraf-CUT participou da coletiva e expressou também o repúdio da categoria contra as agressões de Bolsonaro.
"É a desmoralização do Congresso Nacional. O deputado já tinha que ter sido punido. É uma crise institucional, não podemos permitir isso. Os movimentos sociais estão cumprindo o seu papel, mas o Congresso tem que dar uma resposta à altura e urgente", afirma Deise Recoaro, secretária de Mulheres da Contraf-CUT.
Para Andrea Vasconcelos, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT e representante da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), "o Bolsonaro se sente à vontade para falar porque é um Congresso machista, com baixíssima participação das mulheres. Um reflexo da sociedade, por ser eminentemente machista".
Na próxima quarta-feira (17) haverá um ato público, em Brasília, cobrando a cassação do Bolsonaro e em solidariedade à deputada Maria do Rosário. Haverá também ações junto ao Ministério Público
Fonte: Contraf-CUT com CUT
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