09/10/2014

Em Assembleia, bancários ratificam acordo e aprovam desconto assistencial

Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada na última quarta-feira, 8, os bancários da região de Catanduva ratificaram a aprovação da proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e aprovaram o desconto assistencial, de fundamental importância para fortalecer as lutas que o Sindicato trava ao longo do ano.

 Ficou acordado entre os trabalhadores que o desconto será de 2% para todos os bancários com teto de R$ 115,00. Esse percentual irá incidir sobre o salário e demais verbas fixas de natureza salarial. O valor deverá ser descontado no mês de novembro.

Na Campanha Nacional 2014, a participação dos bancários foi fundamental para o sucesso da greve, bem como para o alcance das conquistas. Foi graças a esse respaldo que o Sindicato conseguiu expandir a paralisação para 58 agências da região, ajudando a pressionar os bancos a oferecerem uma proposta mais vantajosa para a categoria, como o aumento real de salário, que foi o maior ganho não escalonado desde 1995, além de reajuste da PLR e demais cláusulas econômicas e valorização do piso.

O desconto aprovado ontem, de maneira unânime (reflexo do apoio que a entidade possui junto à categoria), será válido para todos os bancários das 36 cidades que integram a base do Sindicato.

Aqueles que porventura quiserem se opor ao desconto deverão se manifestar formalmente entre os dias 9 e 17 de outubro. O requerimento deverá ser de próprio punho, individual e entregue pessoalmente na sede do Sindicato, localizada na rua Pernambuco, 156, no Centro de Catanduva, entre às 8h e 17h30.

No documento deverão constar: nome do bancário, qualificação, número da CTPS, número da matrícula, nome do banco e da agência em que trabalha, assim como o endereço da mesma.

O valor é utilizado na manutenção das despesas do Sindicato, cujas contas são prestadas em assembleias realizadas mensalmente.

Balanço da Campanha Nacional 2014

Desde o mês de junho, os bancários se prepararam para a Campanha Nacional 2014. A primeira medida tomada foi a consulta, realizada pelos Sindicatos em suas bases, para levantar os principais pedidos da categoria para 2014.

Com os resultados das consultas em mãos, dirigentes sindicais participaram de conferências regionais, estaduais e, por fim, uma Conferência Nacional, que reuniu bancários de todo o Brasil em Atibaia (SP) entre os dias 25 e 27 de julho. Nesta reunião foi definida a pauta de reivindicações da categoria para o ano de 2014, que inclui o reajuste salarial de 12,5% (5,4% de aumento real), mudança no cálculo da PLR, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, igualdade de oportunidades, mais segurança nas agências, entre outros itens.

Após definição da pauta, os sindicatos convocaram, novamente, assembleias com os bancários de suas bases para aprovação dessas reivindicações.

A pauta foi, então, entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), no dia 11 de agosto. No dia 20 do mesmo mês, começaram as primeiras rodadas de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Logo de cara, os bancos negaram que as metas sejam abusivas e não avançaram nos debates que continuaram nas semanas seguintes.

Após intensos debates, a Fenaban apresentou, no dia 17 de setembro, a proposta para as reivindicações sociais da categoria, e no dia 19, as propostas econômicas. Contudo, os bancos não deram a devida atenção para reivindicações importantes como mais contratações, fim das metas abusivas, igualdade de oportunidades, mais segurança, e, além disso, o reajuste de 12,5% que os bancários pediram, caiu para 7%.

Os bancários consideraram as propostas insatisfatórias e, em assembleias realizadas em todo o Brasil, no dia 25 de setembro, rejeitaram a proposição da Fenaban e aprovaram uma greve geral da categoria para ter início no dia 30, sem tempo determinado para acabar.

Com a aprovação da paralisação, a Fenaban chamou o Comando Nacional dos Bancários para uma nova negociação, realizada no dia 28. Desta vez, os bancos aumentaram a proposta econômica: 7,35% de reajuste salarial e 8% de reajuste no piso, uma proposta ainda muito longe dos 12,5% pedidos pela categoria.

Por isso, tanto pelas reivindicações econômicas, quanto pelas sociais, os bancários paralisaram as atividades a partir das zero hora do dia 30 de setembro.

Após quatro dias de greve, com 58 agências paralisadas na região de Catanduva e cerca de 10.300 em todo o Brasil, os bancos pediram, no dia 3 de outubro, uma nova reunião com o Comando Nacional dos Bancários na qual apresentaram uma proposta de 8,5% de reajuste salarial, 9% no piso e 12,2% nos vales refeição e alimentação.

Os 8,5% de reajuste representam 2,02% de aumento, o maior ganho não escalonado para a categoria desde 1995. Isso significa que, nos anos anteriores, mesmo havendo índices maiores de aumento real, o benefício era limitado a uma faixa salarial. Neste ano, o aumento vale para todas as faixas salariais, independente do cargo que o bancário ocupa.

A proposta foi, então, aprovada pela maioria dos bancários em assembleias realizadas em todo o país, no dia 6 de outubro, quando a greve chegou ao fim.

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