03/10/2014

Bancos propõem 8,5% no salário e 9% no piso; Comando orienta aceitação

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou, nesta sexta-feira, 03, uma nova proposta para as reivindicações sociais e econômicas dos bancários. Esta foi a nona rodada de negociações entre os bancos e o Comando Nacional. Na reunião, os bancos apresentaram uma proposta de reajuste salarial de 8,5% no salário, 9% no piso e 12,2% no vale-refeição. A categoria reivindica reajuste de 12,5%

A primeira proposta, apresentada no dia 19 de setembro, concedia à categoria o reajuste de 7% no salário e 7,5% no piso. Já na segunda, apresentada no dia 27 de setembro, os bancos aumentaram a oferta para 7,35% no salário e 8% no piso. Como não houve acordo até então, a greve geral da categoria foi deflagrada na última terça-feira, 30.

Em quatro dias de greve foram fechadas 10.355 agências bancárias em todo o Brasil. "A forte adesão à greve já está impactando os banqueiros. Quando há união entre a categoria, conseguimos pressionar os bancos para que assumam os devidos compromissos para com os trabalhadores" disse Paulo Franco, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região. Porém, ele ressalta que a greve ainda não acabou: "A paralisação só termina quando os bancários estiverem satisfeitos com as propostas".

O Sindicato convocou os bancários da região de Catanduva para uma assembleia, que será realizada na próxima segunda-feira, 6, às 9h, na Praça da República, em Catanduva, para avaliação da proposta da Fenaban. O Comando Nacional dos Bancários orienta a aceitação da proposta.



Confira a nova proposta dos bancos:

Reajuste de 8,5% (2,02% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias - 1.252,38 (9,00% ou 2,49% de aumento real).

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.796,45 (2,49% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.426,76 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando reajuste de 8,37% e 2,37% de aumento real).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.837,99, limitado a R$ 9.859,93. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.675,98.



Antecipação da PLR

Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015. 

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.


Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.837,99.



Auxílio-refeição - R$ 26,00 (R$ 572,00 ao mês), reajuste de 12,2%.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 431,16. 

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 358,82.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 306,96.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 139,44.

Requalificação profissional - R$ 1.227,00.

Auxílio-funeral - R$ 823,30.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 122.770,20.

Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,94.

Fonte: Seeb Catanduva, com informações de Contraf-CUT

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