02/10/2014

Segundo dia de paralisação fecha 44 agências na região de Catanduva

A greve dos bancários entra, nesta quinta-feira, 02, em seu terceiro dia. A adesão à paralisação é total nas agências de Catanduva e parcial na região. Na quarta-feira, 01, 44 unidades bancárias já estavam paralisadas na base do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região.
 
Na base da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (Fetec-CUT/SP) 1.124 locais de trabalho fecharam as portas já no segundo dia da greve. Em todo o Brasil, a Confederação dos Bancários da CUT (Contraf-CUT) informou que 7.673 estavam fechadas, segundo informações dos sindicatos, enviadas à entidade até às 18h da última quarta-feira.
 
Do primeiro para o segundo dia de greve houve um crescimento de 16,75% de adesão à greve, o que representa 1.101 agências a mais em relação ao primeiro dia, que terminou com 6.572 unidades fechadas.
 
O presidente do Sindicato, Paulo Franco, se mostrou satisfeito em relação à colaboração dos bancários e disse que a união é importante para pressionar os bancos: “Esperamos que a mobilização faça com que a Fenaban convoque, logo, uma nova rodada de negociação, com propostas decentes para a categoria”.
 
A greve ainda continua por tempo indeterminado, até que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresente uma proposta que seja aprovada pela maioria dos bancários.
 
A categoria entrou em greve na última terça-feira, 30 de setembro, reivindicando aumento salarial de 12,5%, mais contratações, fim das demissões, fim das metas abusivas, combate à terceirização, mais segurança e melhores condições de trabalho.

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Confira as principais reivindicações dos bancários

Reajuste salarial de 12,5%.

Piso Salarial de R$ 2.979,25

PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

14º salário.

Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

Fim das metas abusivas.

Combate ao assédio moral.

Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; biombos em frente aos caixas e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários. 

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs). 

A PROPOSTA DOS BANCOS REJEITADA PELOS BANCÁRIOS

Reajuste de 7,35% (0,94% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias - 1.240,89 (8% ou 1,55% de aumento real).

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.779,97 (1,55% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.403,60 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,39% de aumento real).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.818,51, limitado a R$ 9.755,42. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.461,91.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.637,02.

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Antecipação da PLR

Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015. 

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.091,11, limitado a R$ 5.853,25 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.818,51.
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Auxílio-refeição - R$ 24,88.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 426,60.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 355,02.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 303,70.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 137,97.

Requalificação profissional - R$ 1.214,00.

Auxílio-funeral - R$ 814,57.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 121.468,95.

Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,03.
Fonte: Seeb Catanduva

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