Bancários inconformados iniciam greve forte na base da FETEC-CUT/SP
Na região do ABC Paulista, a paralisação atingiu agências da área central de Santo André e entorno, além de unidades da Caixa e do Banco do Brasil em toda a região, contando com adesão de aproximadamente 1.350 bancários em 104 locais de trabalho paralisados.
Na região de Guarulhos, permaneceram fechadas 78 agências no centro e em alguns bairros, mais Mairiporã e Itaquá. Em Mogi das Cruzes, 20 agências instaladas na Avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, a Avenida dos Bancos, foram paralisadas logo no início da manhã.
Na base de Jundiaí, 46 agências permaneceram fechadas, sendo 14 unidades apenas na região central da cidade-sede. Na base de Taubaté, o movimento começou na cidade-sede, além de Caçapava, Tremembé, Ubatuba, Pindamonhangaba, Moreira Cesar, Roseira e São Bento do Sapucaí, totalizando 20 agências totalmente paralisadas e 04 parciais com abertura após as 12h.
Em Catanduva, a indignação dos bancários com a proposta insuficiente dos bancos favoreceu a paralisação de 27 locais de trabalho.
Na cidade de Araraquara, 24 agências permaneceram fechadas o dia todo e quatro do Bradesco até às 13h. Na base de Assis, a greve teve início na cidade-sede, além dos municípios de Cândido Mota e Palmital, atingindo 29 locais de trabalho.
Na base de Bragança Paulista, permaneceram fechadas 10 agências de bancos privados, BB e Caixa na cidade-sede, além de 4 unidades do BB em Atibaia e uma da Caixa em Piracaia.
Na região de Barretos, 90% das agências ficaram fechadas durante todo o dia na cidade-sede e em Guaíra, sendo que as do Bradesco abriram após as 12h. Neste primeiro dia, a greve também atingiu de forma parcial os municípios de Bebedouro, Morro Agudo, Monte Azul Paulista e Pitangueiras.
Em Limeira, todas as agências da cidade ficaram fechadas, um total de 14, além de mais 18 locais de trabalho localizados nos bairros e na cidade de Iracemápolis permaneceram paralisados.
Em Presidente Prudente e Álvares Machado nenhuma agência abriu as portas. Em toda a base, foram 50 locais de trabalho em greve. No Vale do Ribeira, o movimento atingiu nove locais neste primeiro dia de paralisação.
“O bancário está inconformado e quer, além de valorização profissional, solução para o fim das metas abusivas e do assédio moral que tanto tem afetado a saúde da categoria, além de mais segurança, de maneira a assegurar a vida e a integridade dos trabalhadores e de toda a população”, afirma Luiz César de Freitas, o Alemão, presidente da FETEC-CUT/SP, ao lembrar que os bancos têm totais condições de atender às reivindicações da categoria.
No primeiro semestre do ano, os lucros dos cinco maiores bancos totalizaram R$ 28,5 bilhões, uma alta de 16,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No ano 2000, o lucro dos maiores bancos foi de R$ 4,6 bilhões. Em 2013, o número saltou para R$ 57,7 bilhões. Ou seja, entre 2000 e 2013, o crescimento foi de 1.146% (descontando a inflação a evolução foi de 450%). “É inadmissível no setor que mais lucra, o trabalhador ser penalizado com demissões, sobrecarga de trabalho e adoecimentos. Por isso, a categoria seguirá unida na busca de avanços nas negociações”, avisa o dirigente.
Contra a independência do BC – Como parte desta luta, os bancários estarão em peso no ato contra a independência do Banco Central, juntamente com outras categoria.
A atividade, que também defenderá o fortalecimento do papel dos bancos públicos, está marcada para esta quinta-feira (2) de outubro, às 15h, na Avenida Paulista (altura do 1.800). No mesmo dia, atos ocorrerão nacionalmente, em frente às representações do BC no Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador e Porto Alegre, entre outros locais.
Lucimar Cruz Beraldo - Fetec-CUT/SP
Fotos: Seeb Catanduva
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