29/09/2014

Sindicato convoca bancários para assembleia nesta segunda, às 19

O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região realiza, nesta segunda-feira, 29, às 19h, uma nova assembleia para organização da greve geral da categoria, que deve começar nesta terça-feira, 30, a partir das zero hora. A reunião será no auditório do Sindicato.
 
“Agora, mais do que nunca, é importante que os trabalhadores se unam para que possamos alcançar maiores resultados” disse o presidente do Sindicato, Paulo Franco. Ele ainda comentou a proposta apresentada pela Fenaban no último sábado, 28: “Os bancos aumentaram 0,35% sobre a proposta anterior. Infelizmente, o reajuste ainda não chega a 1% de aumento real. O setor financeiro é o mais lucrativo do Brasil e nós sabemos que eles podem mais e vamos lutar por isso”.
 
A proposta apresentada ao Comando Nacional dos Bancários no último sábado contempla a categoria com um reajuste salarial de 7,35% (0,95% de aumento real) e 8% de reajuste no piso (1,55% de aumento real). O pedido da categoria é de 12,5% (5,4% acima da inflação).
 
Além disso, as reivindicações sociais como mais empregos, fim das metas abusivas, igualdade de oportunidades e mais segurança nas agências, foram deixadas de lado pelos bancos ou foram consideradas insatisfatórias pelos bancários.
 
Entenda a greve:
 
Desde o mês de junho, os bancários estão se preparando para a Campanha Nacional 2014. A primeira medida tomada foi a consulta, realizada pelos Sindicatos em suas bases, para levantar os principais pedidos da categoria para 2014.
 
Com os resultados das consultas em mãos, dirigentes sindicais participaram de conferências regionais, estaduais e, por fim, uma Conferência Nacional, que reuniu bancários de todo o Brasil em Atibaia (SP) entre os dias 25 e 27 de julho. Nesta reunião foi definida a pauta de reivindicações da categoria para o ano de 2014, que inclui o reajuste salarial de 12,5% (5,4% de aumento real), mudança no cálculo da PLR, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, igualdade de oportunidades, mais segurança nas agências, entre outros itens.
 
Após definição da pauta, os sindicatos convocaram, novamente, assembleias com os bancários de suas bases para aprovação dessas reivindicações.
 
A pauta foi, então, entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), no dia 11 de agosto. No dia 20 do mesmo mês, começaram as primeiras rodadas de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Logo de cara, os bancos negaram que as metas sejam abusivas e não avançaram nos debates que continuaram nas semanas seguintes.
 
Após intensos debates, a Fenaban apresentou, no dia 17 de setembro, a proposta para as reivindicações sociais da categoria, e no dia 19, as propostas econômicas. Contudo, os bancos não deram a devida atenção para reivindicações importantes como mais contratações, fim das metas abusivas, igualdade de oportunidades, mais segurança, e, além disso, o reajuste de 12,5% que os bancários pediram, caiu para 7%.
 
Os bancários consideraram as propostas insatisfatórias e, em assembleias realizadas em todo o Brasil, no dia 25 de setembro, rejeitaram a proposição da Fenaban e aprovaram uma greve geral da categoria para ter início no dia 30, sem tempo determinado para acabar.
 
Com a aprovação da paralisação, a Fenaban chamou o Comando Nacional dos Bancários para uma nova negociação, realizada no dia 28. Desta vez, os bancos aumentaram a proposta econômica: 7,35% de reajuste salarial e 8% de reajuste no piso, uma proposta ainda muito longe dos 12,5% pedidos pela categoria.
 
Por isso, tanto pelas reivindicações econômicas, quanto pelas sociais, os bancários deverão paralisar suas atividades a partir das zero hora de terça-feira, 30, sem tempo determinado para voltarem.
 
Neste período, a Fenaban deverá fazer novas propostas, que serão apreciadas, ou não, em assembleias que os sindicatos convocarão. Quando os bancos apresentarem uma proposta que contemple os interesses da categoria, e esta for aprovada pela maioria dos bancários, os bancos voltam a abrir as portas.
Fonte: Seeb Catanduva

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