Dados apontam que bancos podem valorizar categoria
Os bancos levaram no dia 19, dentro da Campanha 2014, proposta global para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. Apresentaram 7% de reajuste para os salários e, para o piso, 7,5%.
O Comando Nacional dos Bancários já informou, em mesa, que considera a proposta insuficiente, mas que levará às assembleias para decisão da categoria.
> Bancos propõem 7% no salário e 7,5% no piso
A categoria exige valorização do setor que mais lucra no país e os dados mostram que eles podem pagar. Isso fica claro quando se utiliza comparativos que levam em conta o primeiro semestre de 2014 em relação ao mesmo período de 2013 para os cinco maiores do país (BB, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander).
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Lucro – O lucro líquido para esses bancos cresceu 16,5%. A variação, por empregado, foi de 17,7%. Isso
significa que a atuação de cada empregado nesses bancos incrementou em mais de 17% o lucro entre um ano e outro.
Tarifas – A receita com prestação de serviços e tarifas, exclusivamente originada no trabalho do bancário, cresceu 10,02% no semestre. E a variação por empregado, foi ainda maior, 11,1%.
Crédito – A expansão das carteiras de crédito entre 2013 e 2014 foi da ordem de 13,3%. Cada bancário teve responsabilidade em 14,4% desse crescimento.
Retorno – Enquanto ganham tanto com o trabalho duro dos seus empregados, os bancos demitem: cortaram juntos 18.990 postos de trabalho (exceto a Caixa) desde janeiro de 2012. Foram 5.512 só nos últimos 12 meses. Isso faz com que a pressão e a sobrecarga aumentem, já
que houve redução de 2,2% no número de empregados por agência e aumento de 5% no número de contas correntes que cada funcionário tem de cuidar.
A categoria lembra que 93% das campanhas salariais do primeiro semestre conquistaram reajustes acima da inflação (análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos/ Dieese para 340 categorias). A maioria resultou em ganhos reais médios de até 1,54%.
Redação - Seeb São Paulo
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