19/09/2014
Fenaban propõe 7% de reajuste e Comando Nacional aponta greve para o dia 30
Crédito: Tago Silva/ Contraf-CUT
A proposta de caráter econômico apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ao Comando Nacional dos Bancários, em reunião realizada na última sexta-feira, 19, foi considerada insuficiente pelos trabalhadores, assim como as propostas de caráter social, que foram apresentadas no dia 17.
Entre as propostas apresentadas, destacam-se o índice de reajuste salarial de 7% (0,61% de aumento real) no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação e creche, e de 7,5% no piso (1,08% acima da inflação). O pedido dos bancários era pelo reajuste de 12,5%.
Como as duas propostas (social e econômica) foram consideradas insuficientes, o Comando Nacional aprovou um calendário de mobilizações com o objetivo de pressionar os bancos a apresentarem novas propostas. Além disso, uma possível greve da categoria já está apontada para o dia 30 de setembro, com assembleias deliberativas nos dias 25 e 29.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região Paulo Franco considera que as negociações deste ano já estão avançadas, mas reitera a insuficiência da proposta: “Pela primeira vez os bancos apresentaram um índice de reajuste com aumento real e valorização do piso já na primeira proposta, sinal que reconheceram que os bancários precisam de um aumento acima do índice da inflação”, mas ressalta: “Tendo em vista o lucro dos bancos, porém, o aumento proposto é mínimo. Além disso, não foi apresentada nenhuma proposta de proteção do emprego, combate ao assédio moral e aprimoramento da segurança nas agências, que são questões fundamentais”.
Leia o resumo da proposta econômica da Fenaban:
Reajuste de 7% (0,61% de aumento real).
Piso portaria após 90 dias - 1.235,14 (7,5% ou 1,08% de aumento real).
Piso escritório após 90 dias - R$ 1.771,73 (1,08% acima da inflação).
Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.393,33 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,08% de aumento real).
PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.812,58, limitado a R$ 9.723,61. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.391,93.
PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.625,16.
Antecipação da PLR
Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.
Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.087,55, limitado a R$ 5.834,16 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.
Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.812,58
Auxílio-refeição - R$ 24,14.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 425,20.
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 353,86.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 302,71.
Gratificação de compensador de cheques - R$ 137,52.
Requalificação profissional - R$ 1.210,04.
Auxílio-funeral - R$ 811,92.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 121.072,92.
Ajuda deslocamento noturno - R$ 84,75.
Veja, também, o resumo da proposta social da Fenaban:
Certificação CPA 10 e CPA 20 - Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.
Adiantamento de 13º salário para os afastados - Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.
Reabilitação profissional - Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical.
Monitoramento de resultados - Terá redação mais abrangente. Além do SMS, a cobrança de resultados passará a ser proibida também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.
Gestantes - As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente.
Casais homoafetivos - Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações.
Novas tecnologias - Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias.
Segurança bancária - Realização de mais dois projetos-piloto de segurança em cidades diferentes, uma a ser escolhida pelo Comando Nacional e outra pela Fenaban, nos mesmos moldes da experiência desenvolvida em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.
As reivindicações ignoradas pelos bancos
Fim das metas abusivas - "Não há como fechar um acordo sem solução para o problema das metas abusivas", reitera Carlos Cordeiro, coordenador do Comando Nacional e presidente da Contraf-CUT.
Emprego - O Comando insistiu na necessidade de mais contratações, na adoção de medidas para preservar o emprego, como a proibição de demissões imotivadas (Convenção 158 da OIT),e o fim da rotatividade e das terceirizações.
Segurança - Os bancários querem estender a todo o país as medidas de segurança testadas e aprovadas no projeto-piloto de Recife, Olinda e Jaboatão. Para o Comando, a proposta de criar novos projetos-pilotos só deve ser implementada com mais medidas de segurança, buscando testar outros equipamentos. "Queremos continuar salvando vidas", disse o presidente da Contraf-CUT.
Igualdade - O Comando refirmou a necessidade de instituir mecanismos para acabar com a diferença salarial entre homens e mulheres, como demonstrou o II Censo da Diversidade. Uma dessas medidas deve ser a implementação de PCS em todos os bancos. Mas a Fenaban diz que PCS é um problema de cada banco e se recusa a incluir o tema na Convenção Coletiva.
PCMSO - Instituir avaliação da qualidade dos exames médicos de retorno, de mudança de função e periódico. Os bancos disseram que o assunto deve ser debatido na mesa temática sobre saúde do trabalhador.
Ampliação da cesta-alimentação para afastados.
Fim da revalidação de atestados médicos - A Fenaban alega que pode ser feito pelos médicos do trabalho de cada banco e que não tem acordo.
Pausas e revezamentos no auto-atendimento - Após pressão do Comando, os bancos ficaram de rediscutir a concessão de rodízio para quem trabalha no auto-atendimento.
Calendário
Setembro
25 - Assembleia para aprovar greve a partir do dia 30.
26 - Quinta rodada de negociação com o Banco do Brasil.
26 - Segunda rodada de negociação específica com BNDES
29 - Assembleia para deflagração da paralisação
30 - Greve nacional por tempo indeterminado
Outubro
2 - Manifestações em frentes aos prédios do Banco Central, em defesa de um BC independente do mercado financeiro.
A proposta de caráter econômico apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ao Comando Nacional dos Bancários, em reunião realizada na última sexta-feira, 19, foi considerada insuficiente pelos trabalhadores, assim como as propostas de caráter social, que foram apresentadas no dia 17.Entre as propostas apresentadas, destacam-se o índice de reajuste salarial de 7% (0,61% de aumento real) no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação e creche, e de 7,5% no piso (1,08% acima da inflação). O pedido dos bancários era pelo reajuste de 12,5%.
Como as duas propostas (social e econômica) foram consideradas insuficientes, o Comando Nacional aprovou um calendário de mobilizações com o objetivo de pressionar os bancos a apresentarem novas propostas. Além disso, uma possível greve da categoria já está apontada para o dia 30 de setembro, com assembleias deliberativas nos dias 25 e 29.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região Paulo Franco considera que as negociações deste ano já estão avançadas, mas reitera a insuficiência da proposta: “Pela primeira vez os bancos apresentaram um índice de reajuste com aumento real e valorização do piso já na primeira proposta, sinal que reconheceram que os bancários precisam de um aumento acima do índice da inflação”, mas ressalta: “Tendo em vista o lucro dos bancos, porém, o aumento proposto é mínimo. Além disso, não foi apresentada nenhuma proposta de proteção do emprego, combate ao assédio moral e aprimoramento da segurança nas agências, que são questões fundamentais”.
Leia o resumo da proposta econômica da Fenaban:
Reajuste de 7% (0,61% de aumento real).
Piso portaria após 90 dias - 1.235,14 (7,5% ou 1,08% de aumento real).
Piso escritório após 90 dias - R$ 1.771,73 (1,08% acima da inflação).
Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.393,33 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,08% de aumento real).
PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.812,58, limitado a R$ 9.723,61. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.391,93.
PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.625,16.
Antecipação da PLR
Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.
Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.087,55, limitado a R$ 5.834,16 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.
Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.812,58
Auxílio-refeição - R$ 24,14.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 425,20.
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 353,86.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 302,71.
Gratificação de compensador de cheques - R$ 137,52.
Requalificação profissional - R$ 1.210,04.
Auxílio-funeral - R$ 811,92.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 121.072,92.
Ajuda deslocamento noturno - R$ 84,75.
Veja, também, o resumo da proposta social da Fenaban:
Certificação CPA 10 e CPA 20 - Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.
Adiantamento de 13º salário para os afastados - Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.
Reabilitação profissional - Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical.
Monitoramento de resultados - Terá redação mais abrangente. Além do SMS, a cobrança de resultados passará a ser proibida também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.
Gestantes - As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente.
Casais homoafetivos - Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações.
Novas tecnologias - Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias.
Segurança bancária - Realização de mais dois projetos-piloto de segurança em cidades diferentes, uma a ser escolhida pelo Comando Nacional e outra pela Fenaban, nos mesmos moldes da experiência desenvolvida em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.
As reivindicações ignoradas pelos bancos
Fim das metas abusivas - "Não há como fechar um acordo sem solução para o problema das metas abusivas", reitera Carlos Cordeiro, coordenador do Comando Nacional e presidente da Contraf-CUT.
Emprego - O Comando insistiu na necessidade de mais contratações, na adoção de medidas para preservar o emprego, como a proibição de demissões imotivadas (Convenção 158 da OIT),e o fim da rotatividade e das terceirizações.
Segurança - Os bancários querem estender a todo o país as medidas de segurança testadas e aprovadas no projeto-piloto de Recife, Olinda e Jaboatão. Para o Comando, a proposta de criar novos projetos-pilotos só deve ser implementada com mais medidas de segurança, buscando testar outros equipamentos. "Queremos continuar salvando vidas", disse o presidente da Contraf-CUT.
Igualdade - O Comando refirmou a necessidade de instituir mecanismos para acabar com a diferença salarial entre homens e mulheres, como demonstrou o II Censo da Diversidade. Uma dessas medidas deve ser a implementação de PCS em todos os bancos. Mas a Fenaban diz que PCS é um problema de cada banco e se recusa a incluir o tema na Convenção Coletiva.
PCMSO - Instituir avaliação da qualidade dos exames médicos de retorno, de mudança de função e periódico. Os bancos disseram que o assunto deve ser debatido na mesa temática sobre saúde do trabalhador.
Ampliação da cesta-alimentação para afastados.
Fim da revalidação de atestados médicos - A Fenaban alega que pode ser feito pelos médicos do trabalho de cada banco e que não tem acordo.
Pausas e revezamentos no auto-atendimento - Após pressão do Comando, os bancos ficaram de rediscutir a concessão de rodízio para quem trabalha no auto-atendimento.
Calendário
Setembro
25 - Assembleia para aprovar greve a partir do dia 30.
26 - Quinta rodada de negociação com o Banco do Brasil.
26 - Segunda rodada de negociação específica com BNDES
29 - Assembleia para deflagração da paralisação
30 - Greve nacional por tempo indeterminado
Outubro
2 - Manifestações em frentes aos prédios do Banco Central, em defesa de um BC independente do mercado financeiro.
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