08/09/2014

Plebiscito pela Reforma Política chega ao fim e deve superar 10 milhões de votos

Buscando melhorias na política do Brasil e um Congresso Nacional que represente o povo brasileiro, foi realizado, entre os dias 1 e 7 de setembro, um Plebiscito Popular pela reforma política. Na região de Catanduva, a população pôde exercer o direito de votar sim, ou não, pela reforma. Três urnas permaneceram em pontos fixos da cidade durante os sete dias de plebiscito, uma delas na sede do Sindicato dos Bancários. Além disso, os dirigentes sindicais passaram pelas agências da base do Sindicato com urnas itinerantes para que os bancários tivessem a oportunidade de votar.

"Foi uma ótima oportunidade de dialogar com os bancários sobre a política brasileira. A adesão ao plebiscito foi praticamente total nas agências" afirmou Paulo Franco, presidente do Sindicato, e ressaltou: "Todos querem mudanças. O Congresso que temos hoje não representa o povo brasileiro".

O Plebiscito, organizado por diversos movimentos sociais, reivindica, entre outras coisas, o fim do financiamento privado para campanhas políticas, colocando um fim na desigualdade que existe hoje no Congresso Nacional.

O movimento precisava de três milhões de votos favoráveis à reforma, em todo o Brasil, para poder pressionar o sistema político para que seja instituída uma Assembleia Constituinte para organizar a reforma. Estima-se, porém, que os votos superaram a marca dos 10 milhões.
 
Entenda os motivos da Reforma Política

Não há dúvidas que o sistema político brasileiro está desgastado. A população não se sente representada pelo Congresso Nacional. Os trabalhadores, por exemplo, representam a maioria dos brasileiros: 69%. No Congresso, porém, a classe trabalhadora ocupa apenas 19% das cadeiras, enquanto 47% dos lugares são ocupados por empresários que, na sociedade, são apenas 3,8%.

Além disso, as mulheres, que representam 51% da população brasileira, são minoria no Congresso, com apenas 9% 
dos lugares. Com os negros não é diferente. Assim como as mulheres, 51% da população se autodeclara negra ou parda, por outro lado, no Congresso, apenas 8% dos parlamentares são negros.

Os dados apresentados são do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) e do Censo de 2010. Esses dados apenas comprovam um fato: o atual Poder Legislativo não representa os brasileiros. O motivo desse cenário é porque o poder econômico que garante as eleições, com os financiamentos de empresas para as campanhas políticas. As grandes empresas, posteriormente, “cobram” os investimentos e interferem nos mandatos.

A reforma do sistema político tem como principal objetivo proibir o financiamento de campanhas pelas iniciativas privadas, de forma que o poder das empresas sobre o Legislativo termine de uma vez.

É por isso que vários movimentos sociais e sindicatos convocaram o Plebiscito Popular para que os brasileiros pudessem opinar se são ou não favoráveis a uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político.
Fonte: Seeb Catanduva

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