05/09/2014

Sindicato faz balanço das primeiras rodadas de negociações

As três primeiras rodadas de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2014 não avançaram como era esperado pelos trabalhadores. Os bancos negaram a maioria das reivindicações, demonstrando total desrespeito aos bancários.

No primeiro debate, realizado entre os dias 19 e 20, os temas discutidos foram saúde e condições de trabalho. Os bancos duvidaram dos dados apresentados pelo Comando Nacional em relação ao adoecimento dos bancários e não aceitaram que as metas sejam discutidas em conjunto com os funcionários.


Na segunda rodada de negociações, realizada nos dias 26 e 27 de agosto, os bancos demonstraram total descaso em relação aos temas segurança e igualdade de oportunidades. Estabilidade provisória de 36 meses para bancários vítimas de assalto e adicional de periculosidade de 30% ao salário foram algumas das reivindicações negadas pelos bancos em relação à segurança. Quanto à igualdade de oportunidades, a Fenaban discordou, por exemplo, da proposta de 20% de cotas para negros e de ausências remuneradas aos trabalhadores deficientes.
Temas simples, que poderiam ser resolvidos rapidamente, como a guarda das chaves e acionadores de alarme com empresa de segurança contratada e assistência física e psíquica aos trabalhadores vítimas de assaltos, foram adiados para as próximas negociações.

Mas o que mais chocou os bancários foi a posição da Fenaban frente ao tema emprego. Na terceira rodada de negociações, realizada entre os dias 3 e 4 de setembro, os bancos simplesmente negaram que haja demissões no setor, mesmo com os dados apontando 3.600 postos de trabalho fechados somente em 2014.
“Se analisarmos os dados dos últimos 12 meses, podemos ver que os bancos demitiram mais de cinco mil funcionários. E eles ainda dizem que isso não é muito” afirma Paulo Franco, presidente do Sindicato.

Além disso, os banqueiros defenderam a terceirização indiscriminada, proposta pelo Projeto de Lei 4330, que regulamenta a contratação de empregados terceirizados para as atividades-fim, além das atividades-meio.

Para Paulo Franco a terceirização é uma prática retrógrada, que atinge diretamente os direitos conquistados pelos trabalhadores após anos de luta: “Nós somos contra as terceirizações porque isso gera uma crise de representatividade dos trabalhadores, dificultando o alcance de novas conquistas para a categoria”.

Negociações específicas

Paralelamente às negociações gerais com a Fenaban, alguns bancos, como Banco do Brasil, Caixa e Santander, possuem debates específicos.

Em negociação específica, a Caixa negou a suspensão da GDP (Gestão de Desempenho de Pessoas) e não quis discutir isonomia de direitos aos aposentados.
Já o Banco do Brasil se recusou a discutir questões referentes à Cassi e à licença-prêmio para todos.
O Santander, que é o único banco privado que conta com um acordo aditivo, aceitou a proposta dos bancários de prorrogar o acordo, vencido em 31 de agosto, até a próxima renovação. Novas propostas foram apresentadas ao banco e devem ser discutidas em uma próxima reunião.

Fonte: Seeb Catanduva

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