19/08/2014
Caravana da Campanha Nacional passa por Catanduva
- Leia também: Araraquara é a primeira cidade do interior a receber a caravana da FETEC-CUT/SP
Partindo do Itaú da Rua Minas Gerais, passando pelos bancos da Rua Brasil e encerrando o ato em frente ao Banco do Brasil da Rua Pernambuco, os sindicalistas, durante o percurso, distribuiram panfletos aos clientes dos bancos e à população de Catanduva, denunciando as demissões e o desrespeito dos banqueiros para com os funcionários e clientes.
“As caravanas são importantes oportunidades de diálogo com a população, afinal, todos são clientes de algum banco e, muitas vezes, não conhecem a realidade dos bancários” afirmou Paulo Franco, o Paulinho, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região. Paulinho ressaltou ainda o descaso dos bancos com os clientes: “As filas são enormes e o atendimento é deficiente, tudo isso é consequência do desrespeito dos banqueiros, que continuam demitindo apenas dos lucros exorbitantes”.
A pauta de reivindicações da categoria para a Campanha Nacional 2014 foi entregue aos bancos no último dia 11. Entre as principais reivindicações estão o fim do assédio moral e das metas abusivas, mais contratações, fim das demissões, aumento real de 12,5% e reajuste do piso salarial de acordo com o piso previsto pelo Dieese. Para o secretário-geral da Fetec-CUT/SP Roberto Rodrigues os bancos têm condições de atender as reivindicações dos bancários: “Neste ano, o cenário não é muito diferente do ano passado. Os bancos continuam com lucros elevados, e tem condições de atender nossas demandas".
Na quarta-feira, 20, a caravana da Campanha Nacional passa por Barretos.
Negociações - Paralelamente ao ato em Catanduva, o Comando Nacional dos Bancários realizou, também nesta terça-feira, 19, às 10h, a primeira mesa de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os temas discutidos foram saúde e condições de trabalho.
Entre as principais reivindicações da categoria em relação aos temas debatidos nesta terça são o fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, isonomia de direitos para afastados por motivos de saúde e a manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.
“O assédio moral e as metas abusivas estão deixando os bancários adoecidos, tomando remédio tarja preta”, afirma Paulo Franco. Uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Bancários de Catanduva com 447 trabalhadores do ramo financeiro, no mês de junho, revelou que um quarto dos bancários usou ou está usando medicamentos controlados nos últimos doze meses.
A primeira rodada de negociações estende-se até quarta-feira, 20.
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