12 de agosto: Dia Internacional da Juventude
Celebrado no dia 12 de agosto, a data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1999. No Brasil, desde 2002 faz parte do calendário oficial e tem por objetivo promover o debate e sensibilização sobre temas relacionados à agenda da juventude.
Em todo o mundo, uma em cada cinco pessoas tem entre 15 e 24 anos, sendo que 85% vivem em países em desenvolvimento. Segundo o Censo de 2010, os brasileiros de 15 a 29 anos, intervalo que determina a condição de jovem no país, representam 25% da população. Além da diversidade, a desigualdade é um elemento marcante deste grupo, fortemente influenciada pelo preconceito, pela discriminação racial e pelo racismo, de acordo com a ONU.
Na categoria bancária, também não é diferente, com a alta rotatividade no setor, os jovens também são a maioria. 63% dos trabalhadores têm menos de 40 anos, sendo 31% com até 29 anos.
Conquistas
Hoje, apesar dos avanços que a juventude vem conquistando, não só no Brasil, mas em diversos países, sabemos que muitos dos mais de um bilhão de jovens do mundo permanecem sem acesso a direitos básicos, como saúde, educação, trabalho e cultura, sem falar dos direitos específicos, pelos quais vêm lutando, de forma cada vez mais expressiva nos últimos anos.
Políticas públicas para a juventude fazem parte da agenda do Governo Federal e ganharam força a partir de 2005, com a implementação da Política Nacional de Juventude (PNJ). Entre um conjunto de programas e ações, podemos destacar: o Plano de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra, o Programa Estação Juventude, o Observatório Participativo da Juventude; e o Programa Juventude Rural.
Já no estado de São Paulo, governado pelo PSDB há quase 20 anos, rege a cartilha da criminalização, visto os números apresentados pelo Centro de Inteligência e da Corregedoria, que identifica o aumento de 62% na letalidade dos policiais militares em 2014.
Além disso, Alckmin pleiteou mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e afirmou que é preciso dar um basta à "cultura da impunidade". De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em apenas 17% destes países a idade penal é inferior a 18 anos. Espanha e a Alemanha, por exemplo, retrocederam em suas iniciativas em penalizar menores de 18 anos.
“A redução da maioridade penal não é a solução para a redução da violência. Podemos comprovar pelo Censo de 2010 que aponta que os jovens infratores que cumprem medidas socioeducativas são apenas 1% da população”, destaca Crislaine Bertazzi, diretora de Políticas Sociais da FETEC-CUT/SP.
Vítimas
As maiores vítimas de violência no Brasil são os jovens, principalmente os negros. A cada três assassinatos, dois tem como vítimas homens negros de 15 a 24 anos.
“Apesar de todos os avanços implementados pelo governo federal os jovens negros continuam sendo as maiores vítimas de violência e não chegam a idade adulta para se inserir no mercado de trabalho”, reforça a dirigente.
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