25/06/2014
Ato em frente à Cabesp cobra transparência e respeito
Dezenas de beneficiários da Cabesp realizaram um protesto na manha da última terça-feira, 24, em frente à sede da instituição. O ato, organizado pela Afubesp com a participação dos Sindicatos, teve como objetivo cobrar da direção explicações sobre o abusivo aumento de 30,44% no Plano Família, em vigor desde 1º de maio. De acordo com informações da Afubesp, até o momento nenhuma satisfação com embasamento foi dada por parte da Caixa Beneficente.
Euclides de Almeida Prado, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e funcionário do Santander, criticou postura dos que administram a Cabesp e classificou como descaso e falta de transparência para com os beneficiários. “Os eleitos para a administração deveriam, no mínimo, ter nos explicado o motivo do reajuste, mas nem isso fizeram”. Euclides ainda defendeu a necessidade de cobrar a revisão do índice de reajuste o quanto antes.
A diretora financeira da Afubesp Maria Rosani Gregorutti também criticou o modo em que os diretores que deveriam representar os associados estão lidando com o tema. “A responsabilidade deles é olhar o bem-estar dos associados e não só os números, como fazem os banqueiros”, frisou. “Somos privilegiados em ter um plano onde podemos escolher quem defender nossos interesses. Mas estes que foram eleitos estão fazendo um desserviço”, completou a dirigente.
O ato reuniu um número representativo de participantes, porém, a quantidade de indignados com o reajuste no plano é ainda maior nas redes sociais. Desde o final de abril, quando o reajuste foi anunciado, um abaixo assinado pela revisão do índice de 30,44% reuniu mais de duas mil assinaturas.
Em seu site, a Afubesp publicou o depoimento da funcionária da ativa e beneficiária da Cabesp, Luciane Fiorin, que possui uma história parecida com a de muitos associados: suas duas filhas (que têm mais de 24 anos) também fazem parte do Cabesp Família e, por não terem condições de arcar com as despesas do plano, recebem ajuda da mãe para pagar. “Eles (eleitos) precisam entender que o que estamos querendo é transparência. Não estamos nem questionando o quanto pagamos, embora seja muito caro”, disse. “Ninguém aqui está pedindo demais, somente nosso direito”, colocou diante dos colegas e do olhar curioso de alguns funcionários do prédio que olhavam pela janela.
Buscando um diálogo com a diretoria da Caixa Beneficente, o microfone permaneceu disponível durante todo o ato, caso algum diretor se dispusesse a se manifestar, o que não ocorreu. Revoltados com a postura da diretoria, o ato terminou com vaias de repúdio dos associados.
Recurso - Os manifestantes ficaram sabendo durante o ato por meio do departamento jurídico da associação que a Cabesp entrou com recurso na Justiça, ante liminar ajuizada pela associação e deferida no dia 9 de junho pela juíza Maria Rita Rebello Pinho Dias, da 30ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A cautelar ordena que a Cabesp apresente os documentos que nortearam o aumento em prazo de 30 dias. Camilo Fernandes questionou a atitude da diretoria. “Quem não deve não teme”, pontuou. Após o resultado do recurso, deve ser agendado outro ato a fim de continuar a luta pela apresentação dos estudos.
Euclides de Almeida Prado, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e funcionário do Santander, criticou postura dos que administram a Cabesp e classificou como descaso e falta de transparência para com os beneficiários. “Os eleitos para a administração deveriam, no mínimo, ter nos explicado o motivo do reajuste, mas nem isso fizeram”. Euclides ainda defendeu a necessidade de cobrar a revisão do índice de reajuste o quanto antes.
A diretora financeira da Afubesp Maria Rosani Gregorutti também criticou o modo em que os diretores que deveriam representar os associados estão lidando com o tema. “A responsabilidade deles é olhar o bem-estar dos associados e não só os números, como fazem os banqueiros”, frisou. “Somos privilegiados em ter um plano onde podemos escolher quem defender nossos interesses. Mas estes que foram eleitos estão fazendo um desserviço”, completou a dirigente.
O ato reuniu um número representativo de participantes, porém, a quantidade de indignados com o reajuste no plano é ainda maior nas redes sociais. Desde o final de abril, quando o reajuste foi anunciado, um abaixo assinado pela revisão do índice de 30,44% reuniu mais de duas mil assinaturas.
Em seu site, a Afubesp publicou o depoimento da funcionária da ativa e beneficiária da Cabesp, Luciane Fiorin, que possui uma história parecida com a de muitos associados: suas duas filhas (que têm mais de 24 anos) também fazem parte do Cabesp Família e, por não terem condições de arcar com as despesas do plano, recebem ajuda da mãe para pagar. “Eles (eleitos) precisam entender que o que estamos querendo é transparência. Não estamos nem questionando o quanto pagamos, embora seja muito caro”, disse. “Ninguém aqui está pedindo demais, somente nosso direito”, colocou diante dos colegas e do olhar curioso de alguns funcionários do prédio que olhavam pela janela.
Buscando um diálogo com a diretoria da Caixa Beneficente, o microfone permaneceu disponível durante todo o ato, caso algum diretor se dispusesse a se manifestar, o que não ocorreu. Revoltados com a postura da diretoria, o ato terminou com vaias de repúdio dos associados.
Recurso - Os manifestantes ficaram sabendo durante o ato por meio do departamento jurídico da associação que a Cabesp entrou com recurso na Justiça, ante liminar ajuizada pela associação e deferida no dia 9 de junho pela juíza Maria Rita Rebello Pinho Dias, da 30ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A cautelar ordena que a Cabesp apresente os documentos que nortearam o aumento em prazo de 30 dias. Camilo Fernandes questionou a atitude da diretoria. “Quem não deve não teme”, pontuou. Após o resultado do recurso, deve ser agendado outro ato a fim de continuar a luta pela apresentação dos estudos.
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