16/06/2014
Copa traz ganhos econômicos aos trabalhadores
Dieese fez estudo baseado em levantamento das mobilizações e conquistas de categorias que atuaram na construção e reforma dos estádios
As obras da Copa do Mundo beneficiaram os trabalhadores na construção civil. É o que aponta o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), baseado em levantamento das mobilizações e conquistas dos trabalhadores que atuaram na construção e reforma dos estádios.
O estudo, a pedido da ICM - Federação Internacional de Trabalhadores na Construção e Madeira - avalia os resultados da Campanha Trabalho Decente, antes, durante e depois da Copa 2014, iniciada em 2011.
A campanha aglutinou diversos sindicatos no País, fazendo reuniões com governos, visitas a estádios ou assembleias nos locais de trabalho, o que contribuiu para acordo nacional tripartite, que prevê melhoria das condições de trabalho, segurança e de vida aos trabalhadores.
Segundo o representante da ICM na América Latina e Caribe, Nilton Freitas, a luta conjunta dos sindicatos foi decisiva para que os trabalhadores alcançassem vitórias e melhorias.
Ganhos - "Houve ganhos reais de salário nas 12 cidades-sedes. Acima da média dos ganhos de todas as categorias e superiores à média do próprio setor da construção", afirma o coordenador de relações sindicais do Dieese, Silvestre Prado.
Os ganhos reais nos salários, acima da inflação, variaram entre 0,78% a 7,35%. Em 2012, a média foi 4,10%, a melhor do período analisado.
Também houve outros ganhos, como adicionais de hora extra e adicional noturno, com percentuais acima dos previstos em lei, e ganhos na organização por local de trabalho, com a formação de comissões para negociar com as empresas.
Greves - O estudo detecta pelo menos uma greve em todas as obras dos estádios. Entre 2011 e 2014, ocorreram 26 paralisações, a maioria nos dois primeiros anos. Foram 1.197 horas paradas. Convertidas em jornadas de oito horas, indicam que quase 150 dias deixaram de ser trabalhados.
Acidentes - Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho, em diversas entrevistas à Agencia Sindical, as mobilizações nas obras ocorreram também contra os acidentes de trabalho, abuso de terceirizações, excesso de horas extras e jornadas extenuantes.
As obras da Copa do Mundo beneficiaram os trabalhadores na construção civil. É o que aponta o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), baseado em levantamento das mobilizações e conquistas dos trabalhadores que atuaram na construção e reforma dos estádios.
O estudo, a pedido da ICM - Federação Internacional de Trabalhadores na Construção e Madeira - avalia os resultados da Campanha Trabalho Decente, antes, durante e depois da Copa 2014, iniciada em 2011.
A campanha aglutinou diversos sindicatos no País, fazendo reuniões com governos, visitas a estádios ou assembleias nos locais de trabalho, o que contribuiu para acordo nacional tripartite, que prevê melhoria das condições de trabalho, segurança e de vida aos trabalhadores.
Segundo o representante da ICM na América Latina e Caribe, Nilton Freitas, a luta conjunta dos sindicatos foi decisiva para que os trabalhadores alcançassem vitórias e melhorias.
Ganhos - "Houve ganhos reais de salário nas 12 cidades-sedes. Acima da média dos ganhos de todas as categorias e superiores à média do próprio setor da construção", afirma o coordenador de relações sindicais do Dieese, Silvestre Prado.
Os ganhos reais nos salários, acima da inflação, variaram entre 0,78% a 7,35%. Em 2012, a média foi 4,10%, a melhor do período analisado.
Também houve outros ganhos, como adicionais de hora extra e adicional noturno, com percentuais acima dos previstos em lei, e ganhos na organização por local de trabalho, com a formação de comissões para negociar com as empresas.
Greves - O estudo detecta pelo menos uma greve em todas as obras dos estádios. Entre 2011 e 2014, ocorreram 26 paralisações, a maioria nos dois primeiros anos. Foram 1.197 horas paradas. Convertidas em jornadas de oito horas, indicam que quase 150 dias deixaram de ser trabalhados.
Acidentes - Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho, em diversas entrevistas à Agencia Sindical, as mobilizações nas obras ocorreram também contra os acidentes de trabalho, abuso de terceirizações, excesso de horas extras e jornadas extenuantes.
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