16/05/2014
Crescem os lucros e também as demissões e queixas contra bancos
Na contramão dos lucros, Bradesco, Santander e Itaú, os três maiores bancos privados do país, fecharam 2.647 postos de trabalho somente no primeiro trimestre de 2014. Levando em conta os últimos doze meses, o número é ainda mais assustador, são 10,84 mil empregos a menos nos três bancos.
O crescente número de demissões, porém, é injustificável se comparado aos lucros. A começar pelo Bradesco que, de janeiro a março, teve um crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre deste ano o banco já lucrou R$ 3,47 bilhões, porém houve um corte de 944 postos de trabalho, somando 3,25 mil demissões em um ano.
No Itaú os lucros são ainda mais exorbitantes. O banco alcançou um crescimento de 29% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2013. Os números divulgados no balanço do banco chegam a R$ 4,529 bilhões. Mesmo com a alta de quase 30%, o Itaú extinguiu 733 empregos, totalizando uma redução de 2,76 mil postos de trabalho nos últimos doze meses.
Campeão de demissões, o Santander fechou o primeiro trimestre de 2014 com lucro líquido de R$ 1,428 bilhão, superando as expectativas dos analistas, que esperavam um lucro de R$ 1,29 bilhão. Mesmo assim, houve redução de 970 vagas, somando 4,83 mil empregos extintos em um ano.
Juntos, os três bancos lucraram, de janeiro a março, R$ 13,97 bilhões, valor arrecadado apenas com receitas de prestação de serviços e tarifas. Esse valor seria suficiente para cobrir, em média, 157% de todas as despesas de pessoal no trimestre.
Além disso, os balanços comprovam que as despesas de pessoal dos três bancos cresceram apenas 4,3% nos últimos doze meses, um número bem abaixo dos reajustes alcançados pela categoria bancária em 2013.
Para Paulo Franco, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, as demissões em massa afetam os bancários que continuam empregados, pois acabam ficando sobrecarregados com o aumento do serviço, além das metas abusivas.
“Diante dos lucros apresentados, é inaceitável que haja essa quantidade exagerada de demissões. Quem sofre com isso são os bancários que acabam até adoecendo devido às metas abusivas e o assédio moral que sofrem dentro das agências” afirma o presidente do Sindicato.
Franco ressalta ainda que os clientes também acabam sendo prejudicados. “As filas aumentam, o tempo de espera é maior e o serviço, por vezes não é satisfatório. O que vemos é uma quantidade enorme de reclamações de clientes insatisfeitos com os serviços das instituições financeiras”.
De acordo com dados do Banco Central do Brasil (Bacen) as queixas contra estabelecimentos bancários chegaram tiveram um aumento de 76% entre 2012 e 2013. Somente em janeiro de 2014 as reclamações aumentaram 39,8% em relação ao mesmo mês no ano passado.
“Os bancos estão na contramão da economia. As instituições financeiras são as que mais lucram, portanto deveriam se preocupar em aumentar os postos de trabalho, contribuindo assim para o desenvolvimento do país” declara o presidente.
O crescente número de demissões, porém, é injustificável se comparado aos lucros. A começar pelo Bradesco que, de janeiro a março, teve um crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre deste ano o banco já lucrou R$ 3,47 bilhões, porém houve um corte de 944 postos de trabalho, somando 3,25 mil demissões em um ano.
No Itaú os lucros são ainda mais exorbitantes. O banco alcançou um crescimento de 29% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2013. Os números divulgados no balanço do banco chegam a R$ 4,529 bilhões. Mesmo com a alta de quase 30%, o Itaú extinguiu 733 empregos, totalizando uma redução de 2,76 mil postos de trabalho nos últimos doze meses.
Campeão de demissões, o Santander fechou o primeiro trimestre de 2014 com lucro líquido de R$ 1,428 bilhão, superando as expectativas dos analistas, que esperavam um lucro de R$ 1,29 bilhão. Mesmo assim, houve redução de 970 vagas, somando 4,83 mil empregos extintos em um ano.
Juntos, os três bancos lucraram, de janeiro a março, R$ 13,97 bilhões, valor arrecadado apenas com receitas de prestação de serviços e tarifas. Esse valor seria suficiente para cobrir, em média, 157% de todas as despesas de pessoal no trimestre.
Além disso, os balanços comprovam que as despesas de pessoal dos três bancos cresceram apenas 4,3% nos últimos doze meses, um número bem abaixo dos reajustes alcançados pela categoria bancária em 2013.
Para Paulo Franco, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, as demissões em massa afetam os bancários que continuam empregados, pois acabam ficando sobrecarregados com o aumento do serviço, além das metas abusivas.
“Diante dos lucros apresentados, é inaceitável que haja essa quantidade exagerada de demissões. Quem sofre com isso são os bancários que acabam até adoecendo devido às metas abusivas e o assédio moral que sofrem dentro das agências” afirma o presidente do Sindicato.
Franco ressalta ainda que os clientes também acabam sendo prejudicados. “As filas aumentam, o tempo de espera é maior e o serviço, por vezes não é satisfatório. O que vemos é uma quantidade enorme de reclamações de clientes insatisfeitos com os serviços das instituições financeiras”.
De acordo com dados do Banco Central do Brasil (Bacen) as queixas contra estabelecimentos bancários chegaram tiveram um aumento de 76% entre 2012 e 2013. Somente em janeiro de 2014 as reclamações aumentaram 39,8% em relação ao mesmo mês no ano passado.
“Os bancos estão na contramão da economia. As instituições financeiras são as que mais lucram, portanto deveriam se preocupar em aumentar os postos de trabalho, contribuindo assim para o desenvolvimento do país” declara o presidente.
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