05/05/2014
Justiça mantém suspensão do aumento no plano de saúde do banco espanhol
O Sindicato dos Bancários de São Paulo tem travado verdadeira queda de braço na esfera judicial para que o Santander não leve adiante medida de aumentar custos dos planos de saúde dos empregados da ativa e aposentados. Na terça 29, o juiz Samuel Batista de Sá, da 61ª Vara do Trabalho de São Paulo, além de manter liminar que impede mudanças nos convênios médicos, deu sentença favorável ao Sindicato, obrigando o banco a procurar instância superior caso queira recorrer. Desta maneira, permanecem nulas as alterações de custeio promovidas pelo banco no Bradesco Saúde, Central Nacional Unimed, e Unimed Seguradora. A decisão beneficia trabalhadores da ativa e aposentados e estipula o prazo de 60 dias para que as exigências sejam atendidas sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
"É mais uma vitória na luta por direitos. Tentamos encontrar solução negociada com o banco, mas a empresa se manteve irredutível. E nossa resposta está vindo por meio dessas decisões. O Santander tem de respeitar os trabalhadores brasileiros", afirma a diretora executiva do Sindicato, Maria Rosani.
Em seu despacho o magistrado ressalta: "Os documentos juntados pelo sindicato demonstram que não houve transparência do banco na negociação envolvendo as substanciosas alterações do plano de saúde. Os esforços do banco réu de provar de que não houve lesão aos empregados ativos e inativos dos planos de assistência não lograram êxito".
Em outro trecho, destaca a ausência de diálogo do Santander com os representantes dos trabalhadores. "A falta de efetiva negociação das alterações efetuadas nos planos de saúde violou sensivelmente os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da participação do sindicato em questões judiciais e em negociações coletivas (artigo 8º, incisos III e VI). O caso dos autos é de pura e cristalina alteração contratual lesiva e não mera "readequação" às normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar conforme sustenta o réu."
Entenda
As mudanças, que prejudicam os trabalhadores, foram apresentadas pelo Santander ao movimento sindical em 17 de dezembro do ano passado. De acordo com o banco, a partir de janeiro deste ano o custo dos planos seria computado e cobrado com base na faixa etária e salarial.
A medida encareceria os convênios em mais de 30%, na avaliação do movimento sindical, e poderia inviabilizar a cobertura para o trabalhador aposentado. O banco foi chamado a negociar, mas se recusou. Todos esses argumentos foram apresentados pelo Sindicato à Justiça.
"Vamos continuar nos empenhando para que o banco não promova essas mudanças que prejudica milhares de trabalhadores", destaca Vera Marchioni, diretora executiva do Sindicato.
Fonte: Seeb São Paulo
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- PLR 2025: bancos confirmam datas de pagamento da segunda parcela
- SantanderPrevi abre prazo para alteração do perfil de investimento até 24 de março
- AGO Cabesp: Últimas horas para registrar seu voto; votação acaba às 12h desta segunda-feira (23)!
- Reforma Administrativa perde força, dificultando a votação da PEC 38/2025 em 2026
- CNBB lança Campanha da Fraternidade 2026. Tema deste ano é o direito à moradia digna
- Fabi Uehara: experiência e compromisso para manter a voz dos empregados no CA
- Nota de Solidariedade da CUT às Centrais Sindicais da Argentina
- AGO judicializada acarreta em mudança na orientação de voto das entidades
- AGO: Presidente da Cabesp faz manobra descabida, confronta Estatuto, e impede voto sobre prestação de contas
- Nova NR-1 passa a valer em maio; mudança é avanço, mas erra ao não prever participação dos trabalhadores
- Conquista do Sindicato: Mais 310 mulheres se formam com bolsas do projeto Mais Mulheres na TI
- PLR do Bradesco será paga no dia 27 de fevereiro
- Banco Mercantil pagará segunda parcela da PLR no dia 4 de março
- Fique atento ao horário especial de funcionamento do Sindicato no Carnaval
- Sindicato, empregados e demais entidades sindicais apoiam candidatura de Fabiana Uehara para o CA da Caixa