27/12/2013
Demissões são campeãs da 16ª Corrida de São Pilantra
Crédito: Seeb São Paulo
A pilantragem nacional já conhece o seu representante de 2013. As milhares de demissões promovidas pelos bancos e que assombraram os bancários durante o ano conquistaram o inglório título da 16ª Corrida de São Pilantra, o Santo Padroeiro das Elites do Brasil.
O evento promovido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo nesta quinta-feira 26, na Avenida Paulista, também teve no pódio a dupla Bob Entuba e Salles, do Itaú em segundo lugar; Satã-Der em terceiro; e Brá Brá Brá do Bradesco completando a lista, em quarto.
Juntos, cinco dos seis maiores bancos múltiplos com carteira comercial que operam no pais (Banco do Brasil, Bradesco, HSBC, Itaú e Santander) fecharam 6.977 postos de trabalho entre janeiro e setembro de 2013. Prática que ficou na contramão da economia brasileira, que gerou 1,3 milhão de novos empregos no mesmo período.
Entre junho de 2012 e junho de 2013 o Itaú foi responsável por 4.458 empregos a menos. Já no período entre setembro de 2012 e setembro deste ano, o Santander cortou 4.452 postos de trabalho, o Bradesco reduziu 2.690 vagas, o Banco do Brasil 1.827 e o HSBC 741.
A Caixa apresentou saldo positivo, tendo contratado 3.892 bancários. No entanto, na avaliação do Sindicato, esse número ainda é insuficiente para diminuir a sobrecarga dos bancários das agências e concentrações.
"Não é justo que, mesmo com a evolução da economia e com o crescimento dos bancos, os bancários sejam demitidos para aumentar os lucros das instituições financeiras. O Sindicato não admite essa política e seguirá protestando em defesa dos empregos e dos direitos dos trabalhadores", afirmou a secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas.
Manifestação
A São Pilantra ocorre desde 1998 e já é uma tradição. O ato é forma irreverente de os bancários denunciarem patrões, setores e forças contrárias à classe trabalhadora e ao país.
Entre os lembrados no ato deste ano estavam também o Partido da Imprensa Golpista - que é contra a democratização da comunicação e luta pelo monopólio da mídia -, e até "Barraco Obrahma" e seu desrespeito à soberania das nações por meio da espionagem de líderes mundiais.
Atores representando banqueiros, políticos e os "fantasmas do assédio moral" compuseram a performance, que teve início em frente ao Itaú Personalité. A linha de chegada se deu em frente ao Banco Safra.
A manifestação atraiu olhares curiosos e sorrisos durante todo o percurso. "Acho importante para conscientizar a população sobre problemas que a maioria nem sabe que existe", avaliou o contador José Paulo Robério enquanto fotografava cartazes que revelavam ameaças à classe trabalhadora, como projeto de lei 4.330 que institucionaliza a terceirização e a consequente precarização nas relações de trabalho.
Dezenas de bancários aposentados engrossaram a manifestação. "É muito importante participar", opinou Guiné Moreno. "Precisamos ajudar o Sindicato nas reivindicações, como um salário mais justo para a categoria e pela inclusão de pais de bancários no plano de saúde."
"A São Pilantra é importante para mostrar para quem está passando pela Paulista que nós, trabalhadores, temos o direito ao emprego, à saúde e à divisão da riqueza, e é por isto que o Sindicato luta", completou Raquel Kacelnikas.
Fonte: Seeb São Paulo
A pilantragem nacional já conhece o seu representante de 2013. As milhares de demissões promovidas pelos bancos e que assombraram os bancários durante o ano conquistaram o inglório título da 16ª Corrida de São Pilantra, o Santo Padroeiro das Elites do Brasil.O evento promovido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo nesta quinta-feira 26, na Avenida Paulista, também teve no pódio a dupla Bob Entuba e Salles, do Itaú em segundo lugar; Satã-Der em terceiro; e Brá Brá Brá do Bradesco completando a lista, em quarto.
Juntos, cinco dos seis maiores bancos múltiplos com carteira comercial que operam no pais (Banco do Brasil, Bradesco, HSBC, Itaú e Santander) fecharam 6.977 postos de trabalho entre janeiro e setembro de 2013. Prática que ficou na contramão da economia brasileira, que gerou 1,3 milhão de novos empregos no mesmo período.
Entre junho de 2012 e junho de 2013 o Itaú foi responsável por 4.458 empregos a menos. Já no período entre setembro de 2012 e setembro deste ano, o Santander cortou 4.452 postos de trabalho, o Bradesco reduziu 2.690 vagas, o Banco do Brasil 1.827 e o HSBC 741.
A Caixa apresentou saldo positivo, tendo contratado 3.892 bancários. No entanto, na avaliação do Sindicato, esse número ainda é insuficiente para diminuir a sobrecarga dos bancários das agências e concentrações.
"Não é justo que, mesmo com a evolução da economia e com o crescimento dos bancos, os bancários sejam demitidos para aumentar os lucros das instituições financeiras. O Sindicato não admite essa política e seguirá protestando em defesa dos empregos e dos direitos dos trabalhadores", afirmou a secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas.
Manifestação
A São Pilantra ocorre desde 1998 e já é uma tradição. O ato é forma irreverente de os bancários denunciarem patrões, setores e forças contrárias à classe trabalhadora e ao país.
Entre os lembrados no ato deste ano estavam também o Partido da Imprensa Golpista - que é contra a democratização da comunicação e luta pelo monopólio da mídia -, e até "Barraco Obrahma" e seu desrespeito à soberania das nações por meio da espionagem de líderes mundiais.
Atores representando banqueiros, políticos e os "fantasmas do assédio moral" compuseram a performance, que teve início em frente ao Itaú Personalité. A linha de chegada se deu em frente ao Banco Safra.
A manifestação atraiu olhares curiosos e sorrisos durante todo o percurso. "Acho importante para conscientizar a população sobre problemas que a maioria nem sabe que existe", avaliou o contador José Paulo Robério enquanto fotografava cartazes que revelavam ameaças à classe trabalhadora, como projeto de lei 4.330 que institucionaliza a terceirização e a consequente precarização nas relações de trabalho.
Dezenas de bancários aposentados engrossaram a manifestação. "É muito importante participar", opinou Guiné Moreno. "Precisamos ajudar o Sindicato nas reivindicações, como um salário mais justo para a categoria e pela inclusão de pais de bancários no plano de saúde."
"A São Pilantra é importante para mostrar para quem está passando pela Paulista que nós, trabalhadores, temos o direito ao emprego, à saúde e à divisão da riqueza, e é por isto que o Sindicato luta", completou Raquel Kacelnikas.
Fonte: Seeb São Paulo
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