16/12/2013
Após forte greve, BNDES tenta tumultuar e adiar processo negocial
Crédito: SEEB RJ
Na última negociação foi agendada nova rodada para dia 17
A Contraf-CUT foi surpreendida na tarde desta sexta-feira (13) com mensagem via e-mail da Área de Recursos Humanos (ARH) do BNDES mudando unilateralmente para o dia 18 a data da próxima rodada de negociação. A data definida em comum acordo, entre a Contraf-CUT e a comissão dos funcionários com o banco, na última rodada, foi o dia 17, com a realização de nova assembleia às 17h para avaliação e, caso o banco não traga respostas objetivas, a orientação seria decidir pelo indicativo de nova paralisação no dia 19.
O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro inclusive já tomou as medidas jurídicas necessárias, como a publicação do edital de convocação da assembleia no dia 17. Em resposta ao banco, a Contraf-CUT informou que exige que o calendário seja mantido.
"As entidades sindicais exigem que a data original seja mantida. Fomos bastante claros e objetivos na última negociação: não aceitamos mais qualquer tipo de manobra para protelar, que é o que mais o banco tem feito nos últimos meses. A greve de 24 horas já foi resposta a essa postura", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.
Outro fato surpresa é uma confraternização com a presença do presidente do banco, que aconteceria no mesmo local e na mesma hora onde estava prevista a assembleia. "Isso não é problema. Podemos fazer a assembleia em outro espaço, ao lado da festa, por exemplo", esclarece Miguel.
"O banco certamente pretende impedir os encaminhamentos aprovados e já divulgados, culminando com a realização de nova paralisação no dia 19, caso persista a falta de proposta concreta. Como estamos às vésperas das festas de final de ano, pretende continuar enrolando e ganhar mais tempo", reitera o diretor da Contraf-CUT
Funcionários pressionaram e apresentaram reivindicações
Depois de demonstrarem força e união ao paralisarem quase que totalmente por 24 horas a matriz do BNDES no Rio de Janeiro, na terça-feira (10), contra a posição do banco de não apresentar proposta global que inclua a GEP-Carreira, os funcionários conseguiram uma nova rodada de negociação, especificamente para tratar deste tema, que foi realizada na quarta-feira (11).
A Contraf-CUT junto com a comissão dos funcionários apresentou com clareza e objetividade para o banco quais são as reivindicações e as respostas que aguardam para a próxima rodada de negociação marcada para o dia 17:
- que o banco formalize e oficialize a proposta da GEP-Carreira perante a mesa de negociação. Até agora o banco apresentou um esboço em uma apresentação, afirmando que não pode negociar porque não se trata ainda de proposta a ser discutida;
- que os efeitos econômicos e não econômicos retroajam a 1º de julho de 2013, respeitando o a cláusula 22ª do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em vigor, que previa que a GEP-Carreira fosse implantada a partir dessa data;
- que seja definido o cronograma determinando início e fim dos trabalhos, até o começo do ano que vem, com as datas das negociações específicas para debater com os representantes dos funcionários os itens da proposta da GEP-Carreira.
"Como se trata de um item do acordo coletivo, deve ser negociado com as entidades para dirimir possíveis falhas e controvérsias e não somente apresentado unilateralmente pelo banco. O primeiro passo é o banco oficializar a proposta. Queremos que todos os pontos apresentados sejam parte de um protocolo aditivo ao ACT, a ser assinado e que conste novo cronograma para negociarmos os ajustes possíveis", conclui Miguel.
Fonte: Contraf-CUT
Na última negociação foi agendada nova rodada para dia 17A Contraf-CUT foi surpreendida na tarde desta sexta-feira (13) com mensagem via e-mail da Área de Recursos Humanos (ARH) do BNDES mudando unilateralmente para o dia 18 a data da próxima rodada de negociação. A data definida em comum acordo, entre a Contraf-CUT e a comissão dos funcionários com o banco, na última rodada, foi o dia 17, com a realização de nova assembleia às 17h para avaliação e, caso o banco não traga respostas objetivas, a orientação seria decidir pelo indicativo de nova paralisação no dia 19.
O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro inclusive já tomou as medidas jurídicas necessárias, como a publicação do edital de convocação da assembleia no dia 17. Em resposta ao banco, a Contraf-CUT informou que exige que o calendário seja mantido.
"As entidades sindicais exigem que a data original seja mantida. Fomos bastante claros e objetivos na última negociação: não aceitamos mais qualquer tipo de manobra para protelar, que é o que mais o banco tem feito nos últimos meses. A greve de 24 horas já foi resposta a essa postura", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.
Outro fato surpresa é uma confraternização com a presença do presidente do banco, que aconteceria no mesmo local e na mesma hora onde estava prevista a assembleia. "Isso não é problema. Podemos fazer a assembleia em outro espaço, ao lado da festa, por exemplo", esclarece Miguel.
"O banco certamente pretende impedir os encaminhamentos aprovados e já divulgados, culminando com a realização de nova paralisação no dia 19, caso persista a falta de proposta concreta. Como estamos às vésperas das festas de final de ano, pretende continuar enrolando e ganhar mais tempo", reitera o diretor da Contraf-CUT
Funcionários pressionaram e apresentaram reivindicações
Depois de demonstrarem força e união ao paralisarem quase que totalmente por 24 horas a matriz do BNDES no Rio de Janeiro, na terça-feira (10), contra a posição do banco de não apresentar proposta global que inclua a GEP-Carreira, os funcionários conseguiram uma nova rodada de negociação, especificamente para tratar deste tema, que foi realizada na quarta-feira (11).
A Contraf-CUT junto com a comissão dos funcionários apresentou com clareza e objetividade para o banco quais são as reivindicações e as respostas que aguardam para a próxima rodada de negociação marcada para o dia 17:
- que o banco formalize e oficialize a proposta da GEP-Carreira perante a mesa de negociação. Até agora o banco apresentou um esboço em uma apresentação, afirmando que não pode negociar porque não se trata ainda de proposta a ser discutida;
- que os efeitos econômicos e não econômicos retroajam a 1º de julho de 2013, respeitando o a cláusula 22ª do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em vigor, que previa que a GEP-Carreira fosse implantada a partir dessa data;
- que seja definido o cronograma determinando início e fim dos trabalhos, até o começo do ano que vem, com as datas das negociações específicas para debater com os representantes dos funcionários os itens da proposta da GEP-Carreira.
"Como se trata de um item do acordo coletivo, deve ser negociado com as entidades para dirimir possíveis falhas e controvérsias e não somente apresentado unilateralmente pelo banco. O primeiro passo é o banco oficializar a proposta. Queremos que todos os pontos apresentados sejam parte de um protocolo aditivo ao ACT, a ser assinado e que conste novo cronograma para negociarmos os ajustes possíveis", conclui Miguel.
Fonte: Contraf-CUT
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