20/09/2013
Bancários param a Cidade de Deus, maior concentração do Bradesco
A categoria mostra forte mobilização no segundo dia de greve nacional por tempo indeterminado nesta sexta-feira (20). A Cidade de Deus, maior concentração de trabalhadores do ramo financeiro de São Paulo, Osasco e região, parou. O centro administrativo, do Bradesco, em Osasco, possui cerca de 15 mil funcionários entre bancários e terceirizados.
A mobilização começou cedo, ainda antes de o sol raiar, por volta das 4h30 da manhã. Com faixas, carro de som e muito gogó, os dirigentes sindicais convocaram os trabalhadores, que pouco a pouco foram engrossando a mobilização.
"Queremos respeito aos trabalhadores que geram lucros bilionários. Começamos ontem e nosso movimento continua até os bancos atenderem nossa reivindicações", disse a presidente do Sindicato, Juvandia Moreira, na Cidade de Deus. "As pessoas estão sobrecarregadas. Queremos o fim do desvio de função e do adoecimento", acrescentou. "Outra importante reivindicação é o vale-cultura. Os bancos gastam milhões financiando espetáculos que têm preço inacessível, por volta de R$ 200. O vale é um instrumento democrático de acesso à cultura."
O movimento contou com a participação e apoio dos deputados estaduais Luiz Cláudio Marcolino e Marcos Martins, ambos do PT, bem como figuras políticas locais. "É simbólico que no segundo dia de greve a maior concentração de trabalhadores da nossa base esteja paralisada. Isso mostra que nossa greve está forte. Queremos as cláusulas sociais, as cláusulas econômicas, mas acima de tudo queremos respeito", disse Marcolino, bancário e ex-presidente do Sindicato.
Casa, Caixa e Brigadeiro
Além da Cidade de Deus, também foram paralisadas várias outras concentrações, como o centro administrativo Casa 2, do Santander, na zona sul de São Paulo, onde há cerca de 1,4 mil trabalhadores entre bancários e terceirizados das empresas Produban, Isban e do grupo Web Motors, responsável por venda de produtos. No mesmo condomínio empresarial funciona o setor Rodea, da Caixa Federal, onde os empregados cruzaram os braços.
Outra concentração parada foi a do Centro Administrativo Brigadeiro, do Itaú, na Avenida Brigadeiro Luis Antonio. Lá houve denúncias de pressão por contingenciamento. Na região, registra-se também paralisações em todo o corredor da Paulista.
Na zona norte de São Paulo, houve adesão de postos de trabalho na Vila Maria, Imirim, Vila Guilherme, corredores da Rua Voluntários da Pátria, Avenida Brás Leme e Praça Nipon.
Na zona leste, o movimento chegou à Vila Formosa, Tatuapé, Parque São Jorge, Vila Diva, Itaim Paulista, São Miguel, Penha, além da Rua da Móoca e Avenida Nazaré.
Pelo lado oeste da capital, os esforços foram concentrados no corredor da Avenida Faria Lima e, na sul, na Avenida Cupecê, Cidade Ademar, Jardim Miriam, Vicente Rao, Brooklin, Campo Belo e Rua Vieira de Morais.
O Centro também permanece com dezenas de agências e centros administrativos, como o Banco do Brasil da 15 de Novembro, Santander da João Brícola, Itaú Patriarca, dentre outros.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
A mobilização começou cedo, ainda antes de o sol raiar, por volta das 4h30 da manhã. Com faixas, carro de som e muito gogó, os dirigentes sindicais convocaram os trabalhadores, que pouco a pouco foram engrossando a mobilização.
"Queremos respeito aos trabalhadores que geram lucros bilionários. Começamos ontem e nosso movimento continua até os bancos atenderem nossa reivindicações", disse a presidente do Sindicato, Juvandia Moreira, na Cidade de Deus. "As pessoas estão sobrecarregadas. Queremos o fim do desvio de função e do adoecimento", acrescentou. "Outra importante reivindicação é o vale-cultura. Os bancos gastam milhões financiando espetáculos que têm preço inacessível, por volta de R$ 200. O vale é um instrumento democrático de acesso à cultura."
O movimento contou com a participação e apoio dos deputados estaduais Luiz Cláudio Marcolino e Marcos Martins, ambos do PT, bem como figuras políticas locais. "É simbólico que no segundo dia de greve a maior concentração de trabalhadores da nossa base esteja paralisada. Isso mostra que nossa greve está forte. Queremos as cláusulas sociais, as cláusulas econômicas, mas acima de tudo queremos respeito", disse Marcolino, bancário e ex-presidente do Sindicato.
Casa, Caixa e Brigadeiro
Além da Cidade de Deus, também foram paralisadas várias outras concentrações, como o centro administrativo Casa 2, do Santander, na zona sul de São Paulo, onde há cerca de 1,4 mil trabalhadores entre bancários e terceirizados das empresas Produban, Isban e do grupo Web Motors, responsável por venda de produtos. No mesmo condomínio empresarial funciona o setor Rodea, da Caixa Federal, onde os empregados cruzaram os braços.
Outra concentração parada foi a do Centro Administrativo Brigadeiro, do Itaú, na Avenida Brigadeiro Luis Antonio. Lá houve denúncias de pressão por contingenciamento. Na região, registra-se também paralisações em todo o corredor da Paulista.
Na zona norte de São Paulo, houve adesão de postos de trabalho na Vila Maria, Imirim, Vila Guilherme, corredores da Rua Voluntários da Pátria, Avenida Brás Leme e Praça Nipon.
Na zona leste, o movimento chegou à Vila Formosa, Tatuapé, Parque São Jorge, Vila Diva, Itaim Paulista, São Miguel, Penha, além da Rua da Móoca e Avenida Nazaré.
Pelo lado oeste da capital, os esforços foram concentrados no corredor da Avenida Faria Lima e, na sul, na Avenida Cupecê, Cidade Ademar, Jardim Miriam, Vicente Rao, Brooklin, Campo Belo e Rua Vieira de Morais.
O Centro também permanece com dezenas de agências e centros administrativos, como o Banco do Brasil da 15 de Novembro, Santander da João Brícola, Itaú Patriarca, dentre outros.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
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