Comando se reúne nesta sexta para organizar Campanha Nacional 2012
A Contraf-CUT se reuniu na tarde desta quinta-feira (26) com o diretor de Recursos Humanos da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza, em Brasília, para questionar o anúncio feito pelo banco de que abrirá as 500 principais agências de todo país no dia 12 de maio (sábado).
Além de Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT, participaram da reunião Rafael de Castro, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Jair Pedro Ferreira, vice-presidente da Fenae, e Sérgio Takemoto, presidente da Apcef-SP. "Nosso objetivo foi questionar a necessidade de abertura dessas agências e nos manifestamos contrários à medida", afirma Plínio.
A Caixa alegou que, com a política de redução dos juros, a abertura nesse dia seria mais uma oportunidade para sociedade conhecer a nova política de crédito da instituição, receber orientações sobre aplicações financeiras, empréstimos ou operações em geral, além de saber sobre os benefícios para os clientes.
Apesar do movimento sindical apoiar as medidas de redução dos juros, a abertura de agências da Caixa num sábado não se justifica. "Os argumentos utilizados pela empresa não tem amparo na legislação vigente, que somente possibilita o funcionamento em situações de comoção nacional ou em casos de grandes catástrofes, por exemplo", lembra Jair.
A medida da Caixa parece estar mais para uma ação de marketing do que para uma prestação de serviços à sociedade. "Não vemos necessidade, além do que é véspera de uma data comemorativa, o Dia das Mães, o que só trará muitos transtornos aos trabalhadores. Temos a preocupação de que a estratégia se repita, é uma questão que precisamos combater", salienta o vice-presidente da Fenae.
O representante da Caixa se comprometeu em levar a demanda das entidades sindicais à diretoria do banco. "Cobramos uma resposta o mais rápido possível", ressalta Plínio.
Em reunião realizada na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, no último dia 24, da qual participou o diretor do Sindicato e da APCEF, Antônio Júlio Gonçalves Neto, o Tony, ficou decidido que os sindicatos, juntamente com a APCEF, não permitirão a abertura das agências da Caixa no dia 12/05. De acordo com Tony, as horas trabalhadas não serão pagas, irão para compensação. “A Caixa pensa que está lidando com gado e não com seres humanos. Se o objetivo é atender melhor a população, que contratem mais funcionários e não os forcem a trabalhar de graça. Isso, nós não vamos permitir em hipótese alguma!” afirma.
Fonte: Contraf-CUT
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