Presidente do banco terá de se explicar à Justiça sobre compra do Banco Postal
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, de terá prestar esclarecimentos ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Congresso sobre a operação que resultou na conquista dos direitos para o controle do Banco Postal, o correspondente bancário dos Correios. O leilão foi vencido pelo BB em 31 de maio.
Segundo reportagem publicada na revista Época, a transação ocorreu sem um parecer técnico externo, o fairness opnion, procedimento importantíssimo para quantificar o valor de um determinado negócio e tornar mais claro os riscos para os acionistas da empresa. Tal procedimento só foi adotado após a realização do leilão, o que no dito popular se traduz em tornar a “emenda pior que o soneto”.
Segundo Ernesto Izumi, diretor executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo e funcionário do BB, a trapalhada na gestão deve-se ao fato de a empresa ter adotado uma gestão “privatista que, na busca de lucro, desrespeita medidas necessárias em negócios desse porte”, criticou.
Após a divulgação de como ocorreu a operação, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovou em 14 de dezembro um convite para que Bendine fosse ao Congresso explicar como se deu a aquisição do Banco Postal, uma transação que custou R$ 2,3 bilhões e tirou do Bradesco o contrato com os Correios para explorar os serviço de correspondente bancário pelos próximos cinco anos e seis meses, prorrogáveis por mais meia década.
Um dia depois foi a vez do TCU, por meio do procurador do Ministério Público, Júlio Marcelo de Oliveira, encaminhar um ofício ao presidente do BB, solicitando maiores esclarecimentos.
O BB declarou que “responderá nos termos da lei" a intimação e que a contratação de uma consultoria ou assessoria externa não seria obrigatória.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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