Retorno das RETPVs põe tesoureiros na berlinda
A Caixa acaba de acender mais um pavio e, para variar, deixará o barril explodir nas mãos dos empregados. Desta vez, as vítimas são os tesoureiros de retaguarda.
A RETPV, desmontada pela Caixa há exatos 16 meses por conta da implementação do Peate, está de volta, para desespero dos empregados.
A novidade, agora, é que toda a responsabilidade da RETPV ficará por conta do tesoureiro - conformidade, gestão, conciliação, abastecimento do autoatendimento, en-tre outros quase 60 itens que fazem parte das suas “mais recentes” atribuições.
Para variar, infelizmente, primeiro a direção da Caixa toma as decisões, depois “vai lidando” com as complicações que tais ações, quase em sua totalidade sem planejamento, acarretam aos empregados.
Falta estrutura e empregados - a imposição da Caixa em retomar as RETPVs não foi precedida de qualquer tipo de planejamento estrutural e tampouco funcional.
“Os tesoureiros agregarão as funções que eram do gerente de retaguarda e terão muito mais responsabilidades. Com certeza, terão uma jornada ‘estendida’ de 16 horas diárias - pois as oito serão insuficientes para dar conta da demanda - e, ainda, não contarão com a mínima estrutura para o desenvolvimento do seu trabalho”, indignou-se o diretor-presidente da APCEF, Sérgio Takemoto.
O diretor do Sindicato e membro da diretoria da APCEF Antonio Júlio Gonçalves Neto, o Tony, considera a medida um absurdo. "Essa situação é revoltante. A Caixa está querendo obrigar um único trabalhador a exercer funções que requerem quatro pessoas, no mínimo, para serem executadas", afirma. Ele lembra que as entidades de defesa dos trabalhadores não irão aceitar as decisões autoritárias tomadas pelo banco.
Agravante - a questão da segurança dos tesoureiros também é tratada com o mesmo desdém. De acordo com o documento emitido pela Caixa, em 8 de novembro, não haverá segregação de ambiente, sendo necessário que o empregado tenha um lugar reservado para manuseio de valores: “(...) podem ter divisórias/biombos, com orientação básica para que sejam minimizadas obras e custos para ajuste ao novo modelo de retaguarda.”
A nova direção da Caixa não conhece a Caixa - há muito tempo, a APCEF vem questionando a gestão da empresa em todos os âmbitos, em especial, no trato com seus empregados.
“A direção da Caixa está tão distante do dia a dia dos seus empregados que toma decisões absurdas atrás de decisões absurdas sem que se meçam as consequências nas agências. Até quando a Caixa fechará os olhos para a própria Caixa?”, comentou Sérgio Takemoto.
Encontro estadual de tesoureiros - com o objetivo de buscar soluções e ações em relação à decisão da Caixa de retomar as RETPVs “de qualquer jeito”, a APCEF organiza, em 3 de dezembro, sábado, no Auditório Amarelo do Sindicato dos Bancários de São Paulo, na capital, um encontro estadual dos tesoureiros de retaguarda.
Informações, ligue (11) 3017-8315. Para inscrever-se, envie e-mail para sindical@apcefsp.org.br.
Canal aberto - os tesoureiros podem, também, manifestarem-se sobre a volta das retaguardas. Basta clicar aqui.
“Os ‘novos’ moldes da RETPV remetem os empregados ao tempo da escravidão.” Sérgio Takemoto, diretor-presidente da APCEF/SP.
Fonte: APCEF/SP com redação
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