Deputados tucanos dizem 'amém' à privatização do maior hospital do Estado
Os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovaram, nesta quarta-feira (16), por 58 votos e 19, a Emenda Aglutinativa Substitutiva 19, do Executivo paulista, que transforma o Hospital das Clínicas (HC) na capital paulista em autarquia especial, como defendia o governador Geraldo Alckmin (PSDB). A medida é considerada uma forma de privatizar as atividades da unidade, vinculada atualmente à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). A preocupação é com a criação de uma "porta dupla", com prioridade a pacientes particulares ou de convênios médicos, em detrimento dos oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS).
A maior crítica dos deputados da oposição se concentra no artigo 8º do projeto, que garante a possibilidade de a iniciativa privada constituir a receita do HC. Com isso, os leitos poderiam continuar sendo "vendidos" a hospitais e ambulatórios particulares. Inicialmente o hospital deveria ser um local de atendimento aos usuários do SUS. Atualmente, o orçamento da unidade gira em torno de R$ 1,5 milhão anual.
O deputado João Paulo Rillo (PT) foi um dos críticos da inciativa. Para ele, o nome de "autarquia especial" é uma forma de "tucanar a palavra privatização". "Na verdade, eles estão preparando o HC para entregar um patrimônio público para beneficiar uma pequena parte", afirmou, prevendo um futuro desanimador. “O que vai acontecer é que o HC vai tratar de maneira muito superficial o público e de maneira especial o privado”, disse.
Sobre uma regulamentação na emenda que dá prioridade de atendimento aos pacientes do SUS, Rillo enxerga uma contradição. "Quando você tem que garantir leis que definam que a prioridade de um hospital público seja o atendimento pelo SUS, você está assumindo que está privatizando", observou.
O texto chegou a ser colocado em votação na semana passada, mas não foi aprovado por falta de quórum. Na ocasião, a insatisfação da base governista decorrente do escândalo de venda de emendas orçamentárias foi apontado como causa da baixa presença de governistas.
Fonte: Rede Brasil Atual
MAIS NOTÍCIAS
- Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável
- Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- ELEIÇÕES SINDICAIS: Termo de encerramento do prazo de impugnação de canditaduras
- Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus
- Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp
- A nova realidade do endividamento brasileiro
- Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos
- Funcef fecha primeiro trimestre com desempenho positivo. Planos superam metas
- Bradesco amplia lucro no 1º trimestre de 2026 enquanto mantém cortes de empregos e fechamento de agências
- “Super Injusto”: Ninguém entende o Super Caixa, nem a Caixa!