15/10/2011

Nova proposta tem aumento real, valorização do piso e PLR

Após 18 dias de greve nacional dos bancários, a maior dos últimos 20 anos, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nesta sexta-feira (14) uma nova proposta que inclui reajuste salarial de 9% (correspondendo a um aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria que passaria a ser de R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na PLR, com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%). A proposta inclui ainda cláusula que coíbe o transporte de numerário por bancários e o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários, combatendo o assédio moral.

Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta apresentada atende às principais reivindicações dos bancários: aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de um valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador. Dessa forma, o Comando recomenda a aprovação da proposta pelas assembléias que serão realizadas pelos sindicatos na segunda-feira (17), em todo o país.

 

Aumento real – Em negociação que tomou todo essa sexta-feira 14, os banqueiros ofereceram reajuste salarial de 9%, que representa aumento real de 1,5%. A luta dos bancários arranca aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo. A média de aumento real dos 418 acordos fechados no primeiro semestre foi de 1,35%.

 

PLR maior – A regra básica da Participação nos Lucros e Resultados será de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.400. Assim, essa parte fixa, que em 2010 foi de R$ 1.100,80, será reajustada em 27,18%.

 

A regra determina, ainda, que devem ser distribuídos no mínimo 5% do lucro líquido. Se isso não acontecer, os valores de PLR devem ser aumentados até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 17.220,04.

 

Aumento na PLR adicional – Pela proposta, o teto do valor da PLR adicional – que distribui 2% do lucro líquido – passará de R$ 2.400 para R$ 2.800, o que significa aumento de 16,66% em relação ao que foi pago em 2010.

 

Antecipação – Caso a proposta seja aprovada, em até dez dias após a assinatura do acordo, os bancários recebem a antecipação da regra básica de 54% do salário já reajustado acrescido do valor fixo de R$ 840,00, limitado ao valor individual de R$ 4.696,37. A antecipação da parcela adicional será paga de acordo com o equivalente a 2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2011 dividido igualmente entre os funcionários até o limite individual de R$ 1.400. A antecipação da parcela adicional não será compensável de planos próprios.

 

Piso – O reajuste proposto para o piso foi de 12%, aumento real de 4,30%. No caso do escriturário, passa de R$ 1.250 para R$ 1.400.  “Pelo segundo ano consecutivo conseguimos arrancar na luta a valorização para o piso da categoria, acima do aumento real conquistado para os salários. Isso é muito importante para avançarmos rumo à redução das desigualdades dentro dos bancos.”

 

Dias parados – O Comando Nacional dos Bancários também garantiu, junto à federação dos bancos, que não será descontado nenhum dia dos trabalhadores em greve. Pela proposta da Fenaban, haverá compensação desses dias no máximo até 15 de dezembro. O que não for compensado até essa data, será anistiado.

“Durante toda a sexta-feira a negociação ficou travada porque os bancos queriam descontar os dias. Com a resistência do Comando, horas depois a Fenaban propôs compensação até junho de 2012, o que também foi veementemente rejeitado. Deixamos claro que não aceitaríamos represálias ao direito de greve e somente ao final da noite ela veio com a proposta final.”

 

Assembleia – A assembleia será realizada na segunda-feira, dia 17 às 20 horas na sede do Sindicato em Catanduva.


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