Por todo país, bancários demonstram indignação
No 14º dia de greve nacional por tempo indeterminado, bancários de todo o país continuam intensificando as paralisações e conquistando importantes vitórias.
Assim como em São Paulo e outros locais do país, em Rondônia, o sindicato teve êxito em ação civil pública que impede Itaú Unibanco, Bradesco, HSBC, Santander, BB, Banco da Amazônia e Caixa Federal de retirar ou rasgar cartazes ou utilizar força policial para afastar bancários em greve; também é proibido aos bancos ligar ou realizar reuniões com os trabalhadores que aderiram à paralisação nacional. Em caso de descumprimento da ordem judicial o valor da multa é de R$ 10 mil.
Já no vizinho ABC Paulista, os bancários foram às ruas centrais do município de Santo André protestar contra o descaso e silêncio dos bancos em relação às reivindicações da categoria. A passeata percorreu os locais onde há maior concentração de agências e contou com o apoio de outros sindicatos filiados à CUT, como o dos Metalúrgicos do ABC, que considerou os banqueiros mais reacionários que os empregadores da metalurgia. “Todo o investimento do banqueiro, em seu negócio, sai dos nossos bolsos. Os banqueiros não colocam um real do próprio bolso", afirmou Aroaldo Oliveira, diretor da entidade.
Entre os capixabas foram 113 agências fechadas na Grande Vitória e 73 no interior do Espírito Santo.
Acorrentados – Em Brasília o presidente do sindicato dos bancários do Distrito Federal, Rodrigo Britto, e o diretor Edmilson Lacerda se acorrentaram diante da agência do Bradesco do Setor Comercial Sul em protesto contra o silêncio dos bancos e para pressionar pela retomada das negociações. A manifestação é por tempo indeterminado. Além de acorrentados, eles montaram acampamento no local.
“Ficaremos aqui até que os bancos voltem à mesa de negociações com os trabalhadores e apresentem proposta decente, que atenda ao que a categoria está reivindicando, que é aumento real de salário, valorização do piso, fim do assédio moral e mais contratações para melhorar as condições de trabalho e o atendimento à população, entre outros pontos”, afirmou o presidente da entidade.
Em Sergipe, segundo o sindicato dos bancários do estado, a greve já atingiu 80% dos locais de trabalho. O Centro de Processamento de Dados do Banco do Estado de Sergipe (Banese), em Aracajú, foi paralisado nesta segunda feira 10 de outubro e 300 funcionários não trabalharam.
No Paraná 696 agências ficaram fechadas e mais de 16,4 mil trabalhadores aderiram a mobilização neste 14º dia de greve nacional. Na capital foram 300 agências e em Londrina 98 unidades foram paralisadas.
Na capital do Rio de Janeiro, 20.075 bancários aderiram a greve até a sexta-feira 7 de outubro, o que representa 62,5% dos 32 mil trabalhadores de instituições financeiras cariocas.
Marcelo Santos com informações dos Seebs e Contraf-CUT - 10/10/2011
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