Direção esbanja intransigência, não apresenta proposta, tenta retirar direitos e impedir funcionários de parar
Intransigência, truculência, falta de respeito. Esses são apenas alguns dos termos utilizados pelos funcionários do Banco do Brasil para expressar a postura da direção da empresa nesta Campanha Nacional Unificada dos bancários.
Nas rodadas de negociação específicas, a direção do banco, além de não apresentar qualquer proposta para as reivindicações dos bancários, ameaçou retirar direitos conquistados, como a trava que coíbe os descomissionamentos, dizendo que “prejudica a gestão da empresa”.
Para completar essa péssima atuação, a direção do BB, antes mesmo do primeiro dia da greve acionou o interdito proibitório, usando logo no início do movimento o instrumento jurídico por meio do qual os bancos tentam forçar os bancários a voltar ao trabalho, desrespeitando o legítimo direito de manifestação dos trabalhadores.
“A greve é um direito previsto na Constituição, ao qual os trabalhadores estão recorrendo depois de um mês e meio de negociações sem avanços”, afirma o diretor do Sindicato, Francisco Centurion. “O BB, sozinho, lucrou mais de R$ 6 bi nos primeiros seis meses deste ano, graças ao trabalho dos seus funcionários. Em vez de reconhecer isso, vai à mesa de negociação sem qualquer disposição e desrespeitando as necessidades dos trabalhadores”, completa o diretor.
Como evitar o interdito – O interdito é uma ação jurídica relacionada a situações nas quais o direito de posse ou de propriedade está sendo ameaçado. O que não se aplica à greve, que se constitui apenas e tão somente na luta por uma proposta que melhore as condições de trabalho de uma categoria.
Além disso, a chegada de um oficial de Justiça com o interdito não significa que os bancários têm de retomar suas atividades, pois quem define a continuidade ou não de uma greve é a assembleia dos trabalhadores. Os bancários devem estar conscientes de seu papel no movimento, dizer não à pressão e prosseguir a paralisação mesmo com a chegada do interdito.
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