05/09/2011
CUT quer acabar com anuidade abusiva de conselhos profissionais e ordens
A CUT quer a imediata aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 6364/2009, que estabelece limites máximos de valores que podem ser cobrados pelos conselhos de fiscalizacao profissional. O objetivo é acabar com anuidades abusivas.
Para a CUT, a anuidade tem de ser compatível com o salário e respeitar as diferenças regionais e faixas de renda por profissão.
A aprovação do PL, que dispõe sobre anuidades, multas e emolumentos do exercício de profissionais regulamentados, como farmacêuticos, dentistas, engenheiros e arquitetos, entre outras, foi discutida na quinta-feira (1º), em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados.
Segundo Eduardo Bimbi, da coordenacão do ramo dos profissionais liberais da CUT, que representou a Central na mesa da audiência pública, como a cobrança de taxas não está regulamentada, tem conselho profissional que cobra valores acima da capacidade de pagamento dos trabalhadores.
"O movimento sindical quer que a cobrança das anuidades de conselhos e ordens seja regulamentada. Queremos fazer um debate democrático sobre os valores que devem ser cobrados", argumenta Bimbi.
O Brasil tem 773 conselhos e ordens, exceto a OAB, que tem lei própria, que arrecadam mais de R$ 5 bilhões por ano, não fiscalizam o trabalho e o registro profissional e ainda querem reajustar esses valores, criticam os dirigentes sindicais.
"Eles argumentam que os valores ainda são insuficientes", disse Douglas Almeida Cunha, diretor estadual da CUT-DF, que também participou da audiência pública.
"A obrigação deles é fiscalizar e registrar os profissionais. E fiscalizando, sabemos que eles não estão, e ainda querem cobrar mais ainda", reclamou José Roberto Lins Cavalcanti, presidente da Federação Nacional dos Servidores em Autarquias.
"O pior é que eles reajustam através de resolução preparada por cada conselho. Como isso é ilegal, basta o profissional questionar na Justiça que o valor pode ser reduzido para valores muito menores", completou Paulo Castro, diretor do Sindicato dos Servidores em Conselhos e Ordens do Ceará.
Além da regulamentação das anuidades, os sindicalistas reivindicam o controle social dos gastos dos recursos dos conselhos de fiscalizacao profissional de todo o País e, ainda, querem que estas autarquias realmente façam o trabalho de fiscalização e registro profissional. "A grande maioria tem poucos fiscais em seu quadro de funcionários", afirma Douglas.
No final da audiência, o deputado Eudes Xavier (PT-CE) sugeriu a criação de um grupo de trabalho, formado por representantes do governo, do movimento sindical, dos conselhos de fiscalizacao profissional e deputados. O objetivo é construir um texto que seja consenso entre as partes.
Fonte: CUT
Para a CUT, a anuidade tem de ser compatível com o salário e respeitar as diferenças regionais e faixas de renda por profissão.
A aprovação do PL, que dispõe sobre anuidades, multas e emolumentos do exercício de profissionais regulamentados, como farmacêuticos, dentistas, engenheiros e arquitetos, entre outras, foi discutida na quinta-feira (1º), em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados.
Segundo Eduardo Bimbi, da coordenacão do ramo dos profissionais liberais da CUT, que representou a Central na mesa da audiência pública, como a cobrança de taxas não está regulamentada, tem conselho profissional que cobra valores acima da capacidade de pagamento dos trabalhadores.
"O movimento sindical quer que a cobrança das anuidades de conselhos e ordens seja regulamentada. Queremos fazer um debate democrático sobre os valores que devem ser cobrados", argumenta Bimbi.
O Brasil tem 773 conselhos e ordens, exceto a OAB, que tem lei própria, que arrecadam mais de R$ 5 bilhões por ano, não fiscalizam o trabalho e o registro profissional e ainda querem reajustar esses valores, criticam os dirigentes sindicais.
"Eles argumentam que os valores ainda são insuficientes", disse Douglas Almeida Cunha, diretor estadual da CUT-DF, que também participou da audiência pública.
"A obrigação deles é fiscalizar e registrar os profissionais. E fiscalizando, sabemos que eles não estão, e ainda querem cobrar mais ainda", reclamou José Roberto Lins Cavalcanti, presidente da Federação Nacional dos Servidores em Autarquias.
"O pior é que eles reajustam através de resolução preparada por cada conselho. Como isso é ilegal, basta o profissional questionar na Justiça que o valor pode ser reduzido para valores muito menores", completou Paulo Castro, diretor do Sindicato dos Servidores em Conselhos e Ordens do Ceará.
Além da regulamentação das anuidades, os sindicalistas reivindicam o controle social dos gastos dos recursos dos conselhos de fiscalizacao profissional de todo o País e, ainda, querem que estas autarquias realmente façam o trabalho de fiscalização e registro profissional. "A grande maioria tem poucos fiscais em seu quadro de funcionários", afirma Douglas.
No final da audiência, o deputado Eudes Xavier (PT-CE) sugeriu a criação de um grupo de trabalho, formado por representantes do governo, do movimento sindical, dos conselhos de fiscalizacao profissional e deputados. O objetivo é construir um texto que seja consenso entre as partes.
Fonte: CUT
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Funcef: Começou a prova de vida para os nascidos em setembro
- Planos da Funcef mantêm desempenho acima das metas até julho
- Bancários de Catanduva e região aprovam proposta dos bancos privados e rejeitam acordos do BB e da Caixa
- Perguntas e respostas sobre as assembleias dos bancários
- Negociação garante bônus de R$ 3 mil para funcionários do Banco do Brasil
- Sindicato conquista na Justiça pagamento da 7ª e 8ª horas a tesoureiros da Caixa
- Caixa: Veja proposta que será votada na assembleia
- Grito dos Excluídos 2026 leva às ruas luta por terra, paz, moradia e soberania
- Câmara aprova Convenção 190 da OIT contra violência e assédio no trabalho
- Fim da escala 6x1 é aprovado na CCJ; votação no plenário do Senado será marcada
- Assembleia virtual nos dias 3 e 4 de setembro vai decidir sobre proposta da Fenaban, BB e Caixa
- Banco do Brasil finaliza proposta para renovação do ACT específico
- Confira a proposta da Caixa Econômica Federal
- Mesa de negociação com Banco do Brasil foi remarcada para terça-feira (1º)
- Banco do Brasil apresenta proposta para renovação do ACT específico