Trabalhadores cobram mais providências do banco
Representantes dos bancários entregaram no dia 10 de junho as reivindicações da Campanha Nacional de Valorização dos Funcionários do Bradesco. Na reunião com o banco, os funcionários expuseram mais uma vez as necessidades que têm sido pauta sem sucesso em todas as negociações. Entre elas, a urgência de um Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), com normas de promoção e oportunidade mais claras, e ainda uma melhor remuneração. Mas as principais reivindicações foram as que abordam os setores da saúde e educação. Os trabalhadores requerem melhores condições na rede credenciada do plano de saúde em todo o Brasil, com inclusão dos pais como dependentes e também atendimentos de especialidades como psicologia, psiquiatria e fonoaudiologia, visando prevenir as doenças que mais os acometem como depressão e síndrome do pânico, já que os mesmos exercem suas atividades sob pressão, cumprindo cargas horárias de trabalho exorbitantes. “É inconcebível que a classe bancária não receba do auxílio-saúde este suporte. Ter de reclamar por esta responsabilidade demonstra o quanto o Bradesco tem sido negligente para com seus funcionários”, enfatiza Amarildo Davoli, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região. “O auxílio-educação, por exemplo, é outra exigência mais do que digna, e a instituição é a única do setor financeiro que não proporciona (sem razão alguma) aos bancários o benefício”, salienta.
O combate ao assédio moral é outro ponto permanente em todas as reuniões. Os representantes solicitam a valorização da classe e uma reavaliação dos procedimentos do acordo assinado entre Bradesco e o Sindicato.
A direção do banco se comprometeu a analisar as reivindicações e propor um calendário de reuniões para debater cada tema especificamente.
Por Lis Castilho/Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região
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