Conquistada reciprocidade Economus/Cassi
Demorou um ano e meio para que a direção do Banco do Brasil se desse conta, apesar de todas as denúncias, de que a saúde dos bancários de bancos incorporados ficava descoberta quando viajavam para fora de São Paulo.
O compartilhamento da rede credenciada entre Cassi e Economus foi finalmente anunciado na sexta 27. A fusão entre o BB e a Nossa Caixa aconteceu no final de 2009 e desde então o banco vinha empurrando a questão com a barriga, apesar da cobrança do Sindicato.
“É uma vitória dos trabalhadores, mas trata-se de uma solução paliativa e que chega atrasada. Os problemas ainda são muitos e é necessário estender a reciprocidade para os demais bancários incorporados, do Besc e BEP”, diz a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Raquel Kacelnikas. Ela afirma que, depois da tragédia envolvendo uma bancária de São Paulo que faleceu após ter problemas para ser atendida em Brasília, o Sindicato passou a receber denúncias de casos parecidos.
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“Essa displicência do BB gerou muitos problemas, que foram se acumulando. São muitos casos de pessoas que precisaram usar o plano de saúde do cônjuge, pagar procedimentos do próprio bolso, recorrer ao SUS ou mesmo voltar para casa sem atendimento”, diz Raquel.
Na última semana, o banco tentou questionar as acusações e afirmar que havia possibilidade de atendimento. “O simples fato de que os bancários que vieram da Nossa Caixa não têm numeração da Cassi mostra que temos razão. Ou ainda por ser necessária a expedição de carteirinha específica da Cassi para os funcionários de São Paulo fazerem exames periódicos”, lembra.
Má gestão – Para a dirigente, é um problema de má gestão. “O Banco do Brasil só quer o bônus da compra dos bancos, e não está lidando de forma decente com as questões todas que as aquisições trazem, como detalhes dos planos de saúde, fundos de pensão e aposentadorias”, afirma.
Como exemplos, ela cita direitos específicos do Economus, como detalhes para inclusão dos pais no plano de saúde. Há os casos de quem entrou no banco até o ano 2000 e tem os pais como dependentes preferenciais ou os pais e os sogros como não-preferenciais.
“São direitos adquiridos que precisam ser considerados e respeitados. Além disso, queremos as condições oferecidas pelo plano da Cassi para quem se aposenta.” Para ela, a reciprocidade é boa, mas está longe de ser uma solução. “Queremos ser tratados como bancários do BB. Só da Nossa Caixa, são 12.648 famílias que o BB tem de gerenciar com respeito. Não é só trazer para dentro do banco, tem de olhar as peculiaridades de cada caso”, afirma.
Os bancários que quiserem detalhes sobre como utilizar a rede Cassi devem entrar em contato com a Central de Relacionamento Economus, pelo 3464-7700 ou atendimento@economus.com.br.
Fonte: Seeb São Paulo
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